8 de jul. de 2009

[Curiosidades/Quadrinhos] Morte, a irmã do Sonho


Esta semana terminei de ler “Despertar” (Conrad, 2008), o último volume dos encadernados de Sandman que a Conrad lançou por aqui, e é uma pena que acabou, porque é um dos melhores quadrinhos que eu já li.

Sandman junto com Monstro do Pântano foram os principais responsáveis por fazer da então recém criada linha adulta de quadrinhos da DC Comics, o selo Vertigo, o sucesso e sinônimo de qualidade que ele mantém até hoje.

Com Sandman, o genial Neil Gaiman pegou um personagem secundário, antigo e há muito esquecido da DC Comics, que se utilizava de gás para adormecer seus inimigos, e o transformou num mito, no Senhor do Sonhar.

Morpheus, Sandman, Oneiros, Oniromante, Lorde Moldador ou simplesmente Sonho é um dos Perpétuos, entidades que existem desde a aurora dos tempos e que personificam vários aspectos do universo. Os Perpétuos são uma família, sete irmãos ao todo, cada um com seu próprio reino e domínios.


Dentre os Perpétuos Destino é o mais velho. Entre os homens da família temos ainda Destruição, Sonho e Desejo, que muitas vezes pode ser ela também, não tendo um gênero definido. Já na ala das mulheres temos a caçula Delírio, Desespero, gêmea de Desejo e por fim, a preferida entre 9 em 10 leitores de Sandman, a irmã preferida de Lorde Morpheus, a Morte.

Morte diferentemente do estereótipo visual comum que temos dela, de uma caveira vestindo uma capa preta e portando uma foice, em Sandman, é uma bela garota com uma estética gótica que cai muito bem com o fato dela ser a Morte. Porém, o gótico fica só na estética, já que ela é alegre, bem-humorada, casual, descontraída...

Apesar de ter o nome Morte, cada mortal encontra a irmã mais velha de Sonho duas vezes. Uma quando nasce e outra quando morre. Morte, que pra mim é uma personagem muito mais carismática que Sonho, a cada 100 anos prova um pouco do que é ser mortal passando um dia dentre nós com o intuito de aprender mais sobre as vidas que tem que tomar. Uma dessas visitas da morte é mostrada num dos especiais que ela ganhou, Morte – O preço da vida, que foi lançado primeiramente pela Editora Abril e mais recentemente num encadernado de luxo, contendo os dois especiais, pela Editora Conrad.


Confesso que acho a Morte, de Neil Gaiman, bem gatinha, e que se ela for realmente desse jeito quando vier a encontrá-la não acharei tão ruim quanto seria se fosse a velha caveira de sempre, mas convenhamos que ter um encontro com ela não é algo muito saudável. Pensando nisso vamos ver a probabilidade de você conseguir ter um encontro com ela na listinha abaixo que eu achei no ótimo Nerds Somos Nozes.

*Contato com serpentes venenosas: 1 entre 1.874.034
*Contato com aranhas venenosas: 1 entre 468.508
*Acidente com fogos artificiais: 1 entre 340.733
*Mordido ou picado por insetos não venenosos: 1 entre 312.339
*Acidente de trem: 1 entre 156.169
*Inundação: 1 entre 144.156
*Terremoto: 1 entre 117.127
*Mordido ou ferido por um cão: 1 entre 117.127
*Acidente de ônibus: 1 entre 104.113
*Um raio: 1 entre 79.746
*Picada de abelhas: 1 entre 56.789
*Exposição a excessivo calor natural: 1 entre 13.729
*Afogamento acidental na banheira: 1 entre 11.289
*Intoxicação por Álcool: 1 entre 10.048
*Eletrocutado acidentalmente: 1 entre 9.968
*Asfixia ou afogamento acidental na cama: 1 entre 7.541
*Afogamento acidental em uma piscina: 1 entre 7.278
*Exposição a excessivo frio natural: 1 entre 6.045
*Disparo acidental por arma de fogo: 1 entre 5.134
*Acidente aéreo ou espacial: 1 entre 5.051
*Acidente de bicicleta: 1 entre 4.919
*Por cair de uma cama, cadeira ou outro móvel: 1 entre 4.473
*Obstrução do trato respiratório ao ingerir comida: 1 entre 4.284
*Ao cair de uma escadas: 1 entre 2.360
*Em um incêndio em um edifício: 1 entre 1.358
*Complicações médicas depois de uma operação: 1 entre 1.313
*Fogo ou fumaça: 1 entre 1.113
*Acidente de moto: 1 entre 1.020
*Afogado: 1 entre 1.008
*Acidente de pedestre: 1 entre 626
*Entropecentes e alucinógenos: 1 entre 406
*Assalto com arma de fogo: 1 entre 314
*Acidente de carro: 1 entre 237
*Queda: 1 entre 218
*Suicídio: 1 entre 119
*Acidente com qualquer tipo de veículo a motor: 1 entre 84
*Embolia: 1 entre 24
*Câncer: 1 entre 7
*Ataque do coração: 1 entre 5
*Por qualquer causa: 1 entre 1

PS: Da série "Um dia ainda terei dinheiro vadio pra gastar com o que eu quiser". Ah se eu tivesse 270 dólares sobrando...









3 de jul. de 2009

[Música] As 100 Maiores do Hard Rock

Listas são sempre coisas que geram confusão. Principalmente quando se mexe com música ou futebol. Ambos são movidas em geral pela paixão então sempre existirá confusão. Com relação a lista abaixo criada pelo canal VH1 concordo com algumas, não conhecia outras e senti falta de algumas.

Então vamos ao rock na veia (ou seria na "véia" já que agora nenhum dos dois tem acento?")...

100 - Sammy Hagar - "I Can't Drive 55"
99 - Grand Funk Railroad - "We're An American Bandy"
98 - Buckcherry - "Lit Up"
97 - The Edgar Winter Group - "Frankenstein"
96 - Kansas - "Carry On Wayward Son"
95 - Creed - "Higher"
94 - The Darkness - "I Believe In A Thing Called Love"
93 - Autograph - "Turn Up The Radio"
92 - Night Ranger - "Don't Tell Me You Love Me"
91 - Smashing Pumpkins - "Bullet With Butterfly Wings"
90 - Jethro Tull - "Aqualung"
89 - Andrew W.K. - "Party Hard"
88 - Alice In Chains - "Would?"
87 - Winger - "Seventeen"
86 - Marilyn Manson - "The Beautiful People"
85 - Velvet Revolver - "Slither"
84 - W.A.S.P. - "I Wanna Be Somebody"
83 - Evanescence - "Bring Me To Life"
82 - Rainbow - "Since You Been Gone"
81 - Black Sabbath - "Heaven And Hell"
80 - Journey - "Any Way You Want It"
79 - Billy Idol - "Rebel Yell"
78 - Bad Company - "Feel Like Making Love"
77 - Soundgarden - "Black Hole Sun"
76 - Lita Ford - "Kiss Me Deadly"
75 - The White Stripes - "Seven Nation Army"
74 - The Cult - "Love Removal Machine"
73 - Thin Lizzy - "Jailbreak"
72 - Pat Benetar - "Heartbreaker"
71 - Jane's Addiction - "Mountain Song"
70 - Foreigner - "Hot Blooded"
69 - Living Colour - "Cult Of Personality"
68 - White Zombie - "More Human Than Human"
67 - ZZ Top - "Tush"
66 - Europe - "The Final Countdown"
65 - MC5 - "Kick Out the Jams"
64 - Rollins Band - "Liar"
63 - Survivor - "Eye Of The Tiger"
62 - Dokken - "Breaking The Chains"
61 - Ratt - "Round And Round"
60 - Skid Row - "18 And Life"
59 - Billy Squier - "The Stroke"
58 - Stone Temple Pilots - "Interstate Love Song"
57 - The Kinks - "You Really Got Me"
56 - Warrant - "Cherry Pie"
55 - Blue Oyster Cult - "Don't Fear The Reaper"
54 - Faith No More - "Epic"
53 - Steppenwolf - "Born To Be Wild"
52 - The Runaways - "Cherry Bomb"
51 - Megadeth - "Peace Sells"
50 - Red Hot Chili Peppers - "Give It Away"
49 - The Stooges - "Search And Destroy"
48 - Korn - "Freak On A Leash"
47 - Kid Rock - "Bawitdaba"
46 - Anthrax - "Madhouse"
45 - Foghat - "Slow Ride"
44 - Cream - "Sunshine Of Your Love"
43 - Dio - "Holy Diver"
42 - The Clash - "Should I Stay Or Should I Go"
41 - Quiet Riot - "Cum On Feel The Noize"
40 - Poison - "Talk Dirty To Me"
39 - Boston - "More Than A Feeling"
38 - Queen - "Stone Cold Crazy"
37 - The Who - "My Generation"
36 - Van Halen - "Hot For Teacher"
35 - Alice Cooper - "School's Out"
34 - Heart - "Barracuda"
33 - Green Day - "Basket Case"
32 - Ted Nugent - "Cat Scratch Fever"
31 - AC/DC - "Dirty Deeds Done Dirt Cheap"
30 - Pearl Jam - "Even Flow"
29 - Joan Jett - "Bad Reputation"
28 - Foo Fighters - "Everlong"
27 - Whitesnake - "Still Of The Night"
26 - Lynyrd Skynyrd - "Free Bird"
25 - The Ramones - "Blitzkrieg Bop"
24 - Iron Butterfly - "In-A-Gadda-Da-Vida"
23 - Ozzy Osbourne - "Crazy Train"
22 - Jimi Hendrix Experience - "Hey Joe"
21 - Led Zeppelin - "Kashmir"
20 - Bon Jovi - "You Give Love A Bad Name"
19 - Rush - "Tom Sawyer"
18 - Scorpions - "Rock You Like A Hurricane"
17 - Twisted Sister - "I Wanna Rock"
16 - Kiss - "Rock And Roll All Nite"
15 - Motley Crue - "Dr. Feelgood"
14 - Iron Maiden - "Run To The Hills"
13 - Def Leppard - "Photograph"
12 - Judas Priest - "Breaking The Law"
11 - Deep Purple - "Smoke On The Water"
10 - Motorhead - "Ace Of Spades"
09 - Van Halen - "Runnin With The Devil"
08 - Aerosmith - "Walk This Way"
07 - Nirvana - "Smells Like Teen Spirit"
06 - The Who - "Won't Get Fooled Again"
05 - Metallica - "Enter Sandman"
04 - Black Sabbath - "Paranoid"
03 - Led Zeppelin - "Whole Lotta Love"
02 - AC/DC - "Back In Black"
01 - Guns N' Roses - "Welcome To The Jungle"

[Cinema/Nostalgia] Pague para Entrar, Reze para Sair


Eu até hoje fui 3 vezes a parques de diversão. Duas no antigo Playcenter e uma no que ficou no lugar dele o Mirabilândia. A primeira vez eu estava na casa de um amigo meu no dia em que ele foi, e acabei indo junto, a segunda foi na época em que eu fazia natação e fui de penetra junto com a colônia de férias que a academia fazia todo meio de ano e a terceira fui com minha namorada. Mas a que me marcou mais foi a primeira, apesar de todas terem sido especiais. Não por ter sido a primeira, também por isso, mas principalmente porque foi na época em que estavam tendo as Noites de Terror do Playcenter.

Acredito que foi nesse dia que eu comecei a gostar de filmes de terror.

O curioso é que quase não me lembro bem dos brinquedos que fui. Lembro que fui na montanha russa que na época pra mim era de virar o estômago e dar tremedeira nas pernas só de encarar, mas que hoje, uns 15 anos depois, parece brincadeira de criança. Com certeza fui em outros, mas o que eu realmente lembro é de como estava o parque naquele dia.

Quando chegamos ainda não tinha anoitecido, então o parque estava normal. Porém, por volta das 6 horas da tarde, depois do Sol já ter se posto, todas as luzes se apagaram. Dos alto-falantes veio o aviso de que os monstros estavam soltos pelo parque. Logo depois as luzes voltaram a acender e pura diversão. Eu devia ter entre 8 e 10 anos na época, morria de medo desse tipo de coisa então foi legal.

Jason, Drácula, Lobisomem, Freddy Krueger (que por sinal eu descobri depois que era namorado da empregada desse meu amigo), e toda essa variedade de criaturas que nos dão medo infestavam o parque. Correndo atrás das pessoas, ando sustos nelas, inclusive num conhecido meu que, já perto da hora de ir embora, descansava deitado numa barraca que vendia alguma coisa e não se apercebeu que tinha um dos monstros dentro dela.


Talvez seja por isso que um dos filmes de terror que eu mais gosto seja exatamente um que se passa num parque de diversão, mesmo ele sendo apenas um filme mediano. The Funhouse, que aqui no Brasil ganhou o genial nome Pague para entrar, Reze para sair.

Assisti ele pela primeira vez não lembro se na Globo ou se no SBT, só sei que era madrugada e que não peguei desde o começo. Depois dessa vez só vim ver de novo quando descobri um site chamado “Mina do Inferno”, que hoje em dia nem existe mais. Nele tinha várias filmes de terror a venda, dentre eles Pague para Entrar, Reze para Sair. Não pensei duas vezes, desembolsei 20 reais e comprei a cópia VHS do filme. Não sei se foi culpa do cara que me vendeu ou se dos Correios que ficou em greve na época (coisa que sempre acontece comigo quando espero alguma encomenda), só sei que a fita chegou mofada e com exatamente o começo que eu nunca tinha visto com problema. Só vim ver o filme todo alguns anos depois quando graças a internet consegui baixá-lo e ver integralmente.


Nele quatro adolescentes vão ao parque de diversões que havia chegado à cidade cuja fama não era muito boa. Havia boatos de que duas meninas teriam sido encontradas mortas nele.

No parque eles vão a várias atrações como um show de mágica, uma tenda de aberrações, carrossel, etc., até que um deles sugere que passem a noite na Funhouse, a casa de horrores do parque. Os outros três ficam meio relutantes, mas diante da genial argumentação que um primo teria feito isso em outro lugar e teria dado tudo certo eles resolvem ficar. Porém, como sempre a idéia não é boa, principalmente depois que eles vêem o “Frankenstein” do parque cometer um assassinato.


O filme dirigido por Tobe Hopper, que parece ter gastado todo o talento em Massacre da Serra Elétrica e na direção duvidosa de Poltergeinst, conta uma história simples, sem muitas inovações, mas que cumpre seu papel. Dá medo. Principalmente por mostrar um lado que pouco paramos pra pensar dum parque de diversões, o apagar das luzes. Tanto que, nesse época de preguiça criativa dos estúdios americanos, vai ganhar um remake. Só espero que não seja aos moldes de Dia dos Namorados Macabros, que tirando o 3D não se sustenta, porque se for, prefiro ficar com o original.

27 de jun. de 2009

[Séries] How I Met Freaks and Geeks


Há uns 2 meses atrás, mais ou menos na época em que eu escrevi o post sobre o Incrível Homem que Derreteu, estava procurando alguns filmes da sessão da tarde pra baixar e matar a saudade. Nessa procura acabei entrando no site Filmes com Legenda e encontrei uma grande quantidade deles. Filmes como: Férias Frustradas, Um Dia a Casa Cai, Sem Licença Para Dirigir, Clube dos Cinco e muitos outros. Mas o que acabou me chamando a atenção não foi um filme, e sim uma série que encontrei por lá. Freaks and Geeks.

Nunca tinha visto nenhum episódio da série, mas tinha certeza de já ter ouvido falar e tinha uma vaga lembrança de não ter baixado antes por achar que uma série sobre pessoas estranhas não deveria ser legal. Porém, depois de ver The Big Bang Theory meu conceito sobre ver série sobre nerds mudou e resolvi dar uma chance.


Outra coisa que ajudou bastante foi o trailer que tinha no post do referido site. Ao som da empolgante “Bad Reputation” de Joan Jett, os protagonistas se revezavam numa sessão de fotos para o anuário do colégio. A série de atores, hoje bastante conhecidos como, por exemplo, James Franco (Homem Aranha, 2002) e Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos, 2007), ainda em início de carreira, entrando e saindo de cena foi outro chamariz. Baixei na hora e a cada episódio assistido a ansiedade pelo próximo só aumentava.

Freaks and Geeks é uma série americana criada por Judd Apatow e Paul Feig produzida entre 1999 e 2000. Ela ambienta-se nos anos 80 e gira em torno de Lindsay Weir (Linda Cardellini) e seu irmão menor Sam Weir (John Francis Daley) mostrando os dramas e conflitos comuns a todos nós nessa fase estranha que é a adolescência.

Lindsay após a morte da avó entra num dilema pessoal. Continuar vivendo a sua vida certinha de aluna exemplar, boa filha, campeã dos campeonatos de matemática ou viver mais espontaneamente aproveitando melhor a vida. É por causa desse dilema que ela acaba se aproximando do grupo de “freaks” da escola composto por Daniel Desario (James Franco), Ken Miller (Seth Rogen), Nick Andopolis (Jason Segel) e Kim Kelly (Busy Philipps).


Já Sam e seus amigos, Bill Haverchuck (Martin Starr) e Neal Schweiber (Samm Levine) são o estereótipo dos nerds. Gostam de Star Wars, séries, quadrinhos, não levam jeito com garotas, mesmo Sam sendo alvo da simpatia da garota mais popular da sua série, e são alvos freqüentes dos encrenqueiros juvenis.

Infelizmente a série foi cancelada após somente 18 episódios por baixa audiência, o que é uma pena, já que a série apresenta uma qualidade acima de muitas outras que tiveram vida longa.

Mostrei a série pra minha namorada e ela adorou. Um tempinho depois ela comenta que tinha visto no IMDb que o Jason Segel, que na série faz o “par romântico” da Lindsay tava fazendo outra série que parecia legal, How I Met Your Mother. Prometi que ia baixar pra ela, mas fiquei me perguntando se uma série que fala como alguém conheceu a mãe dos filhos poderia ser legal. Mais do que isso, fiquei me perguntando como uma série com essa premissa podia já ter 4 temporadas. Mas promessa é dívida, então baixei. E não é que o negócio é bom.


How I Met Your Mother, como o próprio nome diz, conta a história de como Ted Mosby (Josh Radnor) conheceu a mulher com quem ele teve seus filhos. Porém, pro azar de seus filhos que tem que ouvir a história do pai ao invés de poder ir ver televisão ou fazer algo mais divertido, Ted é bastante prolixo, assim como quem vos escreve, e começou a contar a história desde o começo mesmo.

A série começa na época em que seu amigo Marshall Eriksen (Jason Segel), com quem ele divide o apartamento, resolve pedir a namorada, Lily Aldrin (Alyson Hannigan) em casamento. Vendo que está chegando aos 30 e que continua solteiro Ted, com a ajuda de Barney Stinson (Neil Patrick Harris), seu amigo mulherengo e sempre com uma teoria maluca ou com algum bordão, resolve partir em busca do verdadeiro amor. Ele acaba encontrando Robin (Cobie Smulders), que parece ser a pessoa certa, mas nem sempre o destino quer que as coisas sejam assim tão fáceis.

Ela é bastante divertida, e apesar de não ser direta tem um fluxo muito legal mostrando a rotina dos personagens e as aventuras amorosas de Ted sempre acompanhado dos bordões do sem noção Barney.

[Literatura/Nostalgia] Conte outra vez... mas agora conte a original

Era uma vez.
Outra história assim vai começar
E todos vocês
Neste mundo encantado vão sonhar
É só escutar com atenção e viajar na asa da imaginação
Que a alegria vai tomar seu coração...


Esse foi, com certeza, o versinho que eu mais ouvi na minha vida.

Quando pequeno eu tinha uma coleção de livros de fábulas que vinham com uma fita K7 e era apresentada pela Xuxa, a coleção “Conte Outra Vez”. Nunca fui muito fã da Xuxa, mas agradeço por ela ter feito a apresentação das fitas que eu tanto gostava. Ou não, já que ela só fazia a introdução...

Bem, era quase um ritual. Antes de dormir eu pegava meu toca fitas gradiente, colocava uma das 12 fitas e ficava compenetrado ouvindo as vozes de José Rubens Chachá, Rosi Campos e outros contando aquelas fábulas maravilhosas. Ouvi até a exaustão.

Depois que cresci um pouco acabei ouvindo menos e não sei como, as fitas que ficavam numa caixa de papelão embaixo da minha cama acabaram sendo atacadas por formigas e ficaram estragando. Ou jogaram fora por estarem cheias de formigas, não lembro bem o que aconteceu, só sei que as fitas foram pro lixo. Sobraram os livros, mas eles não tinham a mesma graça sem elas. Acabou que esses, depois que eu fiquei maior, foram dadas pra filha dum casal amigo dos meus pais que era pequena na época. Uma pena porque gostava bastante deles, mas ao menos ficaram as boas lembranças.


Acabei me lembrando disso em parte por ter feito um post sobre os quadrinhos Fábulas, mas, principalmente, por ter ido pegar minha dose semanal de Nerdcast ontem.

Quando entrei no site do Jovem Nerd acabei me lembrando que foi por essa época, há uns 2 anos atrás, que tive meu primeiro contato om o podcast deles. Era um sobre São João (Nerdcast 67 - Salsichão, Pau de Sebo e Muita Mariola), bastante divertido por sinal, mas o que chamou minha atenção mesmo foi o de número 66 (Nerdcast 66 - Era uma vez um Nerdcast), o segundo que eu ouvi. Nele a trupe bate um papo interessante sobre as fábulas e suas origens, tanto de onde vieram como as suas versões iniciais.

Lembrando disso, lembrei que num especial de Fábulas (Fábulas - 1001 Noites, Editora Pixel), a Branca de Neve vai ser morta por um sultão ao amanhecer e para não morrer acaba contando a cada noite uma nova história, aos moldes de Sheherazade, nas Mil e Um Noites (daí o nome do título da revista). Cada história dessa conta uma versão de uma fábula. O legal é que as versões não são as contadas hoje em dia e versões mais próximas as originais contadas através da tradição oral na Europa Medieval. Não vou contar como são essas versões pra não estragar a surpresa pra quem se interessou, mas são bem legais e essa edição especial da pra ser encontrada fácil em sites de livrarias por um preço relativamente baixo.

Já que não vou contar a versão de Fábula das fábulas, vou contar como seriam as versões originais de alguma das fábulas mais famosas. Vale lembrar que naquela época as histórias, que hoje são considerados contos de fadas, eram na verdade histórias destinadas a adultos e traziam doses fortes de adultério, incesto, canibalismo, exibicionismo, estupro, voyeurismo e mortes hediondas. A “moral da história” que as fábulas hoje em dia têm deve-se em parte a Charles Perrault, que em 1697 publicou Contes de ma Mère l'Oye ("Contos da minha Mãe Gansa"), que continha, ao final de cada história, uma lição de moral.

Cinderela:


É um dos contos mais antigos e com mais versões. Em alguns a fada madrinha é um peixe gigante, em outros uma árvore que nasce sobre o túmulo da mãe da Cinderela. Cinderela, que por sinal na época não tinha esse nome, e sim, Rhodopis.

Nela as irmãs más para conseguir calçar o sapato de cristal, e assim enganar o príncipe, cortam os dedos dos pés. Porém, elas são desmascaradas por pássaros amigos da Cinderela que mostram ao príncipe o sangue escorrendo pelos sapatos. Como vingança os pássaros arrancam os olhos das irmãs malvadas e estas passam o resto de suas vidas cegas e mancas.

Há ainda outra versão em que o pai de Cinderela quer após a morte de sua esposa jura se casar novamente apenas com uma mulher que conseguisse calçar os sapatos da finada. Acontece que Cinderela consegue e o pai cisma que eles tem que se casar. Então Cinderela foge um barco feito dum armário e acaba indo virar escrava das irmãs más e a história segue mais ou menos como a conhecemos.

João e Maria:


João e Maria, que no original alemão se chamavam Hansel e Gretel, já é por si só terrível, com os pais abandonando os filhos na floresta, mas em versões antigas a madrasta que convence o pai a abandoná-los e a bruxa são a mesma pessoa. Em outra versão, ao invés de uma bruxa má temos um casal de demônios que querem estripar o João num cavalete de madeira ao invés de só cozinhá-lo como hoje em dia. Quando o demônio macho dá uma saída a “demônia” pede ajuda a Maria pra preparar João, pra quando o marido voltar poder começar logo. Maria se faz de desentendida e pede pra demônia mostrar como se faz. Nesse meio tempo, enquanto ela está fazendo a demonstração, João e Maria, amarram-na e cortam sua garganta, fugindo em seguida com o dinheiro do casal demoníaco.

Cachinhos Dourados:


Cachinhos Dourados não tem grandes variações. Apenas que em algumas versões ela é comida pelos ursos quando estes a encontram dormindo na cama do pequeno após ter comido da comido e sentado na cadeira deles. Outra versão diz que ela era uma bruxa e que pulou por uma janela quando acordada. Dependendo da versão ela pode ter ou quebrado o pescoço ou sendo presa por vagabundagem.

Bela Adormecida:


Esse daqui tem uma das versões mais barra pesada. Nas suas origens ao invés de uma agulha, o que a faz dormir é uma farpa debaixo da unha. Quando o príncipe “encantado” aparece e a vê dormindo ele ao invés de dar um beijo se aproveita dela, se é que vocês me entendem. Desse estupro ela engravida e dá a luz a gêmeos após nove meses. Na tentativa de mamar as crianças sobem pelo corpo da mãe e acabam chupando a farpa pra fora do dedo, acordando a Bela Adormecida. O príncipe que voltava freqüentemente ainda pra se aproveitar dela, dessa vez tem uma surpresa ao vê-la acordada e resolve se casar com ela. Porém, a rainha era uma ogra e devoraria as crianças se eles voltassem para o reino. Portanto, o príncipe espera até o pai morrer e, finalmente, se tornar rei para levar a Bela, agora acordada. Porém, na primeira viagem que o rei fez a sua mãe ogra come os gêmeos e só não come a nora por que ela conseguiu se esconder. Quando o filho volta e vê o que aconteceu manda matar a mãe.

Branca de Neve:


Nas versões originais a branca de neve não é despertada com um beijo e sim porque um dos carregadores do príncipe que levavam o corpo de Branca de Neves, após este ter pego a garota “morta” para levar para o seu castelo, sem querer deixa o caixão escorregar e o pedaço de maçã envenenado sai da garganta dela. Outras diferenças são em relação a bruxa/madrasta que as vezes podia ser a própria mãe. Nessas versões a bruxa não morre caindo de um penhasco como no filme da Disney e sim é obrigada a passar o resto da vida calçando sapatos de ferro em brasa. Há ainda versões diferentes com relação ao que ela pediu ao caçador. Ao invés de só o coração, nestas versões ela pede vários outros órgão que seriam servidos no jantar.

Pequena Sereia:


A diferença entre versões se encontra basicamente no final. No original ela vê o príncipe se casando com outra mulher e fica desesperada. É lhe oferecido um punhal para que ela possa matar o príncipe e obter assim sua vingança. Porém, ela ao invés disso apenas se joga ao mar e morre transformada em espuma.

Flautista de Hamelin:


A história aqui também só muda no final. Ao invés de devolver as crianças após a cidade ter pagado pelos serviços prestados, ele faz com que elas se afoguem num rio. Há ainda versões que envolvem pedofilia numa caverna escura.

Chapeuzinho Vermelho:


Nas versões mais antigas dessa história, o lobo após matar a vovozinha corta alguns pedaços da velha e tira um pouco de sangue dela deixando-os, num prato e num copo respectivamente e fica no lugar da velha. Quando Chapeuzinho chega ele oferece a carne e o sangue da velha e depois pede pra garota tirar a roupa e depois entrar na cama onde o lobo a devora. Em outras versões Chapeuzinho tira a roupa pra distrair o Lobo e poder fugir ou ainda diz que precisa ir ao banheiro e também foge.