11 de ago de 2010

[História/Recife] Os Bondes de Recife


Ultimamente tenho entrado bastante no fórum Skyscraper City pra acompanhar um pouco as discussões sobre as melhorias de infra-estrutura pra Copa de 2014 e numa dessas passeadas pelo fórum achei um tópico legal sobre o sistema de bondes daqui de Recife. Sempre soube que teve porque ainda é possível ver os trilhos por onde ele passava no centro da cidade, mas não sabia que ele tinha sido tão grande. O sistema de bondes acabou aqui lá pela década de 50, então não cheguei a ver, só cheguei a conhecer os trólebus que os substituíram e que ainda funcionavam até o início dos anos 2000.

Um fato interessante que eu não sabia era que Recife foi a segunda cidade do país, só atrás do Rio de Janeiro, a operar bondes a vapor, isso em 1867 no trajeto Porto-Apipucos. Porém, quando os bondes foram se tornando elétricos, Recife ficou pra trás e só foi a 21ª cidade a adotá-los, em 1914, sendo ainda a última das grandes capitais a fazê-lo. Apesar da demora em adotar os bondes elétricos na década de 1920 o sistema de bondes urbanos de Recife já era o 3º maior do Brasil, operando com 130 veículos motorizados e 110 reboques em 141 km de linhas.


A palavra bonde vem do inglês bond (bônus), porque na época da criação deles na Inglaterra foram oferecido bônus visando a arrecadação de fundos para a instalação desse sistema. Aqui em Recife o sistema de bondes foi primeiramente controlado pela empresa Pernambuco Street Railway quando dos bondes a vapor e de tração animal, posteriormente com o advento dos bondes elétricos ele foi controlado pela inglesa The Pernambuco Tramways & Power Company Limited, criada em 1913 para instalar e operar as linhas.

Os bondes mediam cerca de 3 metros de largura e tinham bancos largos que podiam acomodar de 5 a 6 pessoas, em cada um. Para subir no bonde, devido a sua altura, existiam estribos que serviam para auxiliar. O sistema de bonde por ser operado por ingleses tinha duas características principais, trafegarem pela mão-esquerda como os carros hoje em dia na Inglaterra, e serem extremamente pontuais.


Porém, após a Segunda Guerra Mundial o sistema de bondes começou a entrar em declínio. Dentre os fatores que provocaram esse declínio estão: expansão territorial da cidade, aumento da população, transformações sociais, o processo revolucionário de 1930, que alterou a conjuntura político-administrativa do País. Todos esses fatores contribuíram para um aumento do número de usuários e o sistema não cresceu na mesma proporção levando cada vez mais a super lotações que, vez ou outra, provocava acidentes quando pessoas que iam penduradas devido a falta de espaço eram atingidas por veículos que vinham na pista contrária, sem falar do maior desgaste que a estrutura sofria devido ao excesso de peso. Como após a Segunda Guerra Mundial ficou mais difícil a importação de peças para reposição aos poucos o sistema foi ficando sucateado até sua extinção em 1954.

Com o fim dos bondes o sistema de transporte urbano passou a ser feito através de trólebus, que basicamente eram ônibus elétricos ligados a rede elétrica no mesmo molde dos bondes. Os trólebus funcionaram até 2001 aqui, mas sem o mesmo charme que os bondes de antigamente.


Abaixo da para se ter uma ideia da diferença entre os sistemas de bonde e trólebus no Recife.


Como eu disse logo no começo do post, ainda existem os trilhos dos bondes no centro da cidade. Uma coisa que eu acho que seria bacana de fazer seria colocar VLT (veículos leves sobre trilhos, que seriam algo com a evolução dos bondes) para rodar nessas linhas que ainda existem, ou quem sabe fazer uma linha com um bonde pelo centro da cidade como um passeio turístico.

Pra finalizar, um vídeo mostrando alguns bondes funcionando aqui em Recife.


Para mais fotos e mais informações entre aqui.

Para uma cronologia completa da história dos bondes em Recife clique aqui

Fontes:
SkyscaperCity

[Tutorial] Sincronizando Legendas

Legenda desincronizada é sempre uma coisa frustrante. Você espera horas pro filme/série baixar e na hora de ver a legenda não tá legal. E muitas vezes, mesmo procurando e testando várias legendas ainda assim a gente não consegue encontrar uma que bata legal. Então vou nesse breve tutorial ensinar uma maneira rápida de como sincronizar uma legenda e dar umas dicas para uns casos mais complicados de arrumar.

No nosso tutorial você vai precisar do seguinte programa:

Subtitle Workshop 4 - Vou usar a versão 4 aqui porque é a que eu tenho no PC, mas a 3 que eu já usei também funciona da mesma maneira.


1 - Iniciando o Subtitle Workshop

A primeira coisa que você tem a fazer, logicamente, é abrir o Subtitle Workshop 4. Quando abrir ele se apresentará da seguinte forma:


A tela principal do programa é dividida basicamente em 2 partes. A de cima onde você pode abrir um vídeo pra auxiliar na hora de editar/criar uma legenda e a de baixo que é onde aparece as linhas de legendas e os textos que podem ser alterados.

Depois que você iniciou o programa o proxímo passo é abrir a legenda que você quer editar.


Clique em File na barra superior e em Load Subtitle... (1) pra depois escolher a legenda que você quer arrumar.


Depois de abrir a legenda as linhas de legenda vão aparecer na parte mais central da tela (1) e o texto da linha selecionada pra ser editada na parte mais inferior (2).

Caso você queria - e eu recomendo - pode abrir também o video cuja legenda você está editando pra facilitar sua vida. Para tanto faça o seguinte.


Vá em Video, Open... e selecione o video.

2 - Sincronizando a Legenda

Pronto, vamos começar de verdade a sincronizar. Vou tentar ensinar como arrumar qualquer tipo de legenda, mas o caso mais fácil é quando ela toda está atrasada ou adiantada, ou seja, apenas desincronizada. Quando a legenda começa direito mas acaba termianndo antes do filme acabar, aí já é um problema de pra quantidade de frames que ela foi feita, mas mesmo assim não é algo difícil de ser arrmado.


Como da para ver na imagem a legenda que deveria estar aparecendo nos 35s (1), está aparendo bem antes, aos 29s (2). Portanto, o que temos que fazer é trazer essa legenda cerca de 6 segundos pra frente pra ela sincronizar com o video. Para isso você vai fazer o seguinte.


Clique em Edit (1), Timings (2) e depois selecione Set Delay... (3). Feito isso aparecerá a seguinte caixa.


Nessa caixa vamos sincronizar nossa legenda. Primeiro escolha a aba Set Delay (1) e depois escolha For all the subtitles (2) pra alterar a legenda como um todo e não só algumas partes. Feito isso escolha se você quer adiantar ou atrasar a legenda. No nosso caso queremos adiantar a legenda cerca de 6 segundos, por isso escolhemos o + (3). Feito isso escolha o tempo que sera modificado (4) e clique em Apply (5).


Pronto, se seu problema for só esse sua legenda estará sincronizada. Basta Salvar e está pronto.

Caso não fique muito boa com o tempo selecionado repita o processo, ou simplesmente selecione todas as legendas (Ctrl+A) e vá diminuindo/aumentando o tempo utilizando as teclas de atalho Crtl+Shift+N para atrasar e Ctrl+Shift+H para adiantar. Caso o delay seja pouco eu acho mais fácil usar as teclas de atalho.

3 - Corrigindo Diferença de Frames

Como eu disse no começo, pode acontecer de o problema não ser só de sincronia e sim de frames. Aí, nesse caso a legenda ao invés de estar fora de posição, ela é menor ou maior que o video.


Repare que a legenda acaba muito antes (1) que o filme (2). Pra resolver isso faremos o seguinte.


Clique em Edit (1), Timings (2), depois Adjust (3) e finalmente Adjust Subtitle... (4). A seguinte caixa aparecerá.


Aqui vem a parte não difícil, mas talvez um pouco mais trabalhosa, que é descobrir o tempo que começa a primeira e a ultima linha de legenda do video. Aí não tem muito o que se possa fazer pra ajudar não. è ir no video e olhar. Quando você tiver esses tempos, coloque-os nos devidos lugares (1) e clique em Adjust (2).


Pronto, outro problema da legenda resolvido. Feito isso basta salvar.

Espero que tenham gostado. Editar legendas não é nenhum bicho de sete cabeças, basta saber o problema que é fácil resolvê-lo. Qualquer dúvida deixem um comentário que eu tentarei ajudar.

7 de ago de 2010

[Desenhos/Nostalgia] Os Desenhos que me "Criaram"


Eu fico triste quando coloco no Discovery Kids, no Disney XD ou até no próprio Cartoon Network – citando só os canais de desenho que minha TV por assinatura tem – e vejo os desenhos que passam hoje em dia. O Cartoon até que se salva, mas o Discovery Kids... Como as crianças gostam daquilo? Não sei se o problema sou eu que estou velho demais pra ver essas coisas ou se meu gosto que é apurado demais, porque cresci vendo desenhos que, em minha opinião, tem qualidade muito superior do que esses que passam hoje em dia.

Até meus 5 anos eu morei em Boa Vista – RR e, bem, basta dizer que quando eu nasci, lá ainda era Território Federal, nem Estado era. Some a isso a inexistência de TV a cabo e internet e você perceberá que as condições pra ver desenhos eram meio complicadas. Mas existiam locadoras e em último caso podia-se comprar uma fita VHS. Porém, a malandragem já existia naquela época e eu tinha várias fitas gravadas, além claro de algumas originais. Tenho até hoje uma fita com alguns desenhos da série Silly Symphony que eu adoro e que de vez em quando bate a nostalgia e eu vejo (sim, eu ainda tenho um VHS, sou antiquado, mas hoje em dia vejo num DVD que eu gravei com a maioria desses desenhos que eu via quando pequeno).


Silly Symphony por sinal, pra mim, é uma das melhores séries de desenhos que existe. Tem clássicos absolutos como “O Velho Moinho” (The Old Mill, 1937), “Flores e Árvores” (Flowers & Trees, 1932), “O Patinho Feio” (The Ugly Duckling, 1939), “Os Três Porquinhos” (The Three Little Pigs, 1933) e mais uma dezena. Na fita que eu falei tinham dois deles: “A Oficina do Papai Noel” (Santa's Workshop, 1932), “A Noite Antes do Natal” (The Night Before Christmas, 1933), e outro desenho também da Disney que a completava, “Era uma vez no Inverno” (Once Upon a Wintertime, 1948).


O que eu acho mais incrível nessa série é o fato de não haver diálogos. Toda a emoção e os sentimentos estão no próprio desenho, na maneira como ele é animado e na incrível trilha sonora que o acompanha. São desenhos simples, mas que conseguem emocionar e que hoje em dia eu ainda consigo assistir sem achar infantis demais.

Além dos desenhos da Silly Symphony minha infância foi regada aos filmes da própria Disney. V e revi milhões de vezes os clássicos como Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela e a Fera, Fantasia, Dumbo (que diz minha mãe eu chorei quando vi com 4 anos), Bernardo e Bianca, Alice no País das Maravilhas e a cada vez a emoção era a mesma. Também da Disney adorava “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” que devo ter visto umas mil vezes e que é um dos grandes responsáveis pelo meu gosto pelo terror.


Via também outras coisas além dos desenhos da Disney, como, por exemplo, Beany e Cecil, que se eu não tivesse a fita ainda eu diria que era mentira porque nunca conheci ninguém que tenha visto também, "As Crianças do Sapato" (The Kids in the Shoe, 1935) , uma animação curta onde um monte de crianças vive numa bota e são verdadeiros capetinhas, e várias outros, mas esses foram os que mais me marcaram. Claro que depois vieram He-Man, Cavaleiros do Zodíaco, Caverna do Dragão, mas esses eu já era um pouco mais velho. Os que praticamente me “criaram” foram esses que citei. Sinto falta e até pena de grande parte das crianças de hoje em dia não ter acesso a eles.


Lista dos Desenhos da Silly Symphony pra ver no Youtube:

1929 - The Skeleton Dance
1929 - El Terrible Toreador
1929 - Springtime
1929 - Hell's Bells
1929 - The Merry Dwarfs
1930 - Summer
1930 - Autumn
1930 - Cannibal Capers
1930 - Frolicking Fish
1930 - Arctic Antics
1930 - Midnight in a Toy Shop
1930 - Night
1930 - Monkey Melodies
1930 - Winter
1930 - Playful Pan
1931 - Birds of a Feather
1931 - Mother Goose Melodies
1931 - The China Plate
1931 - The Busy Beavers
1931 - The Cat's Out
1931 - Egyptian Melodies
1931 - The Clock Store
1931 - The Spider and the Fly
1931 - The Fox Hunt
1931 - The Ugly Duckling
1932 - The Bird Store
1932 - The Bears and the Bees
1932 - Just Dogs
1932 - Flowers and Trees
1932 - King Neptune
1932 - Bugs in Love
1932 - Babes in the Woods
1932 - Santa's Workshop
1933 - Birds in the Spring
1933 - Father Noah's Ark
1933 - The Three Little Pigs
1933 - Old King Cole
1933 - Lullaby Land
1933 - The Pied Piper
1933 - The Night Before Christmas
1934 - The China Shop
1934 - The Grasshopper and the Ants
1934 - Funny Little Bunnies
1934 - The Big Bad Wolf
1934 - The Wise Little Hen
1934 - The Flying Mouse
1934 - Peculiar Penguins
1934 - The Goddess of Spring
1935 - The Tortoise and the Hare
1935 - The Golden Touch
1935 - The Robber Kitten
1935 - Water Babies
1935 - The Cookie Carnival
1935 - Who Killed Cock Robin?
1935 - Music Land
1935 - Three Orphan Kittens
1935 - Cock o' the Walk
1935 - Broken Toys
1936 - Elmer Elephant
1936 - Three Little Wolves
1936 - Toby Tortoise Returns
1936 - Three Blind Mousketeers
1936 - The Country Cousin
1936 - Mother Pluto
1936 - More Kittens
1937 - Woodland Café
1937 - Little Hiawatha
1937 - The Old Mill
1938 - Moth and the Flame
1938 - Wynken, Blynken, and Nod
1938 - Farmyard Symphony
1938 - Merbabies
1938 - Mother Goose Goes Hollywood
1938 - The Practical Pig
1939 - The Ugly Duckling

3 de ago de 2010

[Literatura/Mistério] Cordéis e Assombrações


Minha família pelo lado da minha mãe é todo do Ceará, e como bons cearenses eles são muito bons contando causos e piadas, um dom que eu infelizmente não herdei. Fico impressionado quando visito meus tios e eles recitam um cordel inteiro de cabeça, ou como estão sempre encontrando piada em qualquer canto. Posso não ter herdado o dom, mas herdei o gosto e apesar de não ser um profundo conhecedor tenho os meus cordéis que guardo com todo carinho numa gaveta.

Cordel pra quem não sabe é um tipo de poesia popular, onde as histórias antes contadas oralmente foram passadas para o papel. O nome cordel deriva do fato de em Portugal esses folhetos serem vendidos pendurados em cordões. No Brasil o cordel se desenvolveu principalmente no Nordeste assumindo características e temas próprios, como, por exemplo, fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas, temas religiosos, entre muitos outros. No Sul/Sudeste não sei se dá pra encontrar fácil, mas aqui pelo Nordeste, em qualquer feira de artesanato sempre tem.


Lembro de quando era pequeno dum tio meu declamando “As proezas de João Grilo” pra mim – sim, jovem gafanhoto, João Grilo não é uma criação do Ariano Suassuna pro Auto da Compadecida. Ouvia e gostava. Até hoje ainda lembro a primeira estrofe. Mas ele declamava com uma facilidade e num ritmo tão perfeito que você se sentia dentro das proezas daquele “amarelo” sem vergonha. Mas essa habilidade não se restringia só a ele. Outro tio meu escreve cordel até hoje.. Nenhum famoso que eu saiba, mas todos muito bons. Assim como o meu avô, que escreveu um sobre a copa de 70 que guardo até hoje com todo carinho como uma recordação dele.

O que eu acho legal do cordel é a capacidade de pegar qualquer assunto – e quando digo qualquer é qualquer mesmo – e conseguir criar uma história. Já li cordel sobre a Morte do Michael Jackson, sobre o Seu Lunga, sobre peido, sobre o porquê dos cachorros cheirarem o traseiro um do outro, sobre Lampião, que deve ser o assunto mais abordado, já que já vi história de Lampião no Céu, no Inferno, no Purgatório, no Paraíso, encontros deles com zilhões de pessoas, lutando contra um lutador de Kung Fu e pasmem, até contra o Alien e o Predador, e por aí vai.


Hoje estava eu indo deixar esse meu tio cortador de causos na rodoviária e eis que vejo um cordel sobre a Perna Cabeluda, entidade sobrenatural aqui de Recife, que nada mais é do que o oposto do Saci Pererê, ou seja, ao invés de não ter uma perna é só uma perna sem o corpo. Pra completar a perna é cabeluda, como o próprio nome já diz, e tem o hábito de andar de noite pelo centro de Recife, surgindo de onde menos se espera e chutando as pessoas e depois saindo pulando embora. Quando vi o cordel não tive como não comprar e dar um de presente pra esse meu tio que tantas histórias interessantes me contou e que agora vai ficar conhecendo mais uma das assombrações do Recife.

Recife por sinal tem toda uma gama de lendas e lugares assombrados, como, por exemplo, além da própria Perna Cabeluda, os fantasmas que rondam o Teatro Santa Isabel e que muitos afirmam avistar, a lenda da Emparedada da Rua Nova, uma jovem grávida que teria sido emparedada viva pelo pai por ter causado vergonha a família. O Papa-figo, que seria um ricaço daqui que não podendo se alimentar de outra coisa senão fígados de crianças, mantinha uma rede de escravos que roubavam crianças pra ele poder devorar seus fígados. Sem falar nos locais assombrados, como, por exemplo a Cruz do Patrão, que é considerado o local mais assombrado do Recife, local este onde teriam sido enterrados escravos negros e onde também ocorreria fuzilamento de militares condenados a morte, e onde hoje pode-se ver assombrações ao se passar por lá.


Quem escreveu longamente sobre as assombrações do Recife foi o sociólogo Gilberto Freyre no seu livro, Assombrações do Recife Velho. Eu ainda não li o livro, mas pretendo muito em breve ler e ficar conhecendo mais em detalhes as assombrações daqui. Baseado nos relatos desse livro a prefeitura daqui entre 2006 e 2008 realizou passeios noturnos pelo centro da cidade passando exatamente pelos locais descritos no livro. Infelizmente eu só fiquei sabendo dos passeios mais recentemente e não sei se eles ainda ocorrem.

PS: Quem se interessou e não consegue encontrar cordel pra comprar, nesse site tem vários disponíveis para leitura.

PS2: Achei um vídeo que mostra mais ou menos como é o passeio pelos locais assombrados do Recife.


1 de ago de 2010

[Quadrinhos] 20 Capas da Vertigo que eu Curto


Já comentei aqui no blog que eu não curto muito HQs de super heróis. Até tive algumas quando pequeno. Li até a exaustão as que eu tive, mas nunca me ganharam a ponto de virar um fanboy e conhecer a cronologia inteira de um personagem. Gosto de um ou outro personagem mas acabo apenas vendo as animações e os filmes quando aparecem, muito raramente leio as HQs deles. Um motivo pra isso talvez seja a longevidade das revistas o que torna quase impossível conseguir acompanhar direito o que está acontecendo com o seu personagem favorito. Tinha ódio quando estava lendo um gibi e aparecia um asterisco num balão e quando olhava a nota do editor tinha escrito: “Vide revista #X”, onde o X era umas 50 números anterior a revista que eu estava lendo. Eu era criança, não tinha como ter lido aquela revista e internet naquela época era um sonho distante, então scans não era uma alternativa.

Quando surgiu a internet e tempos depois os scans até tentei acompanhar X-Man, mas era tanta coisa pra ler e tanta coisa que se repetia e dava voltas e mais voltas sem sair do lugar que desisti. Então resolvi tentar as revistas da linha Vertigo que além de uma temática mais adulta são histórias que tem começo, meio e fim, salvo exceções como Hellblazer e talvez Fábulas. Outra coisa que sempre me chamou a atenção nas revistas da Vertigo foram as capas. Elas são lindas. Incrivelmente lindas. As de Fábulas e Y – The Last Man estão entre as minhas preferidas. Abaixo listo 20 das capas que eu mais gosto da Vertigo.