31 de ago de 2009

[Cinema] Zumbi bom é zumbi vivo... morto-vivo.

“Quando não houver mais espaço no Inferno, os mortos caminharão sobre a Terra.”
Foi com essa tagline que George A. Romero nos brindou com o clássico filme de zumbis “Despertar dos Mortos” (Dawn of the Dead, 1978). Zumbis são temas freqüentes em filmes de terror desde o início do cinema. Se considerarmos zumbi todo morto-vivo, Frankenstein poderia ser considerado um dos primeiros a dar as caras no cinema. Porém, foi a versão de Romero para esses seres, que vivem após morrerem, que se tornou a visão geral.

Que um dia a terra será tomada por zumbis, isso é fato, só não acredita quem não quiser. Mas e se a invasão pudesse ser contida? E melhor ainda, se pudéssemos tornar os zumbis nos sos servos? Não eu não sou maluco por pensar essas coisas, alguém já pensou antes de mim. O roteirista do filme Fido.


Uma nuvem radioativa invade os céus da Terra e provoca a volta daqueles que já haviam morrido. Têm-se início assim as Guerras Zumbis, onde a população terrestre luta contra os zumbis que estavam se levantando, porém com um agravante, quem morre do lado “vivo”, volta para somar às fileiras dos “morto-vivos”.

Felizmente, o Dr. Ryan Hold Geiger e sua empresa a Zomcon descobrem que para matar eficientemente um zumbi, basta destruir seu cérebro. Com isso a guerra pôde ser vencida, e para garantir a segurança, as cidades foram circundadas por cercas e muros que mantinham os zumbis restantes fora da zona urbana. Porém, ainda havia um problema. Quem morria dentro do perímetro protegido logo virava zumbi também. Foi então que a Zomcon desenvolveu o “Colar de Domesticação”, colar este que quando colocado no pescoço de um zumbi omiti seus instintos naturais e os torna calmos e subservientes. Com isso os zumbis puderam ser integrados à sociedade, realizando serviços domésticos e outros como de limpeza, jornaleiro, leiteiro, etc...


É nesse mundo que vive Timmy Robinson (K'Sun Ray) de 11 anos e seus pais, Helen Robinson (Carrie-Anne Moss) e Bill Robinson (Dylan Baker). Eles são uma típica família de classe média americana morando num típico subúrbio dos anos 50. As coisas começam a mudar quando se muda para a casa vizinha um alto funcionário da Zomcon. Os Robinson são a única família da rua sem um zumbi doméstico, e pra não ficar pra trás e ser alvo de falação por parte dos novos vizinhos, Helen adquiri um, mesmo a revelia de Bill.

Fido (Billy Connolly). É este o nome que o zumbi recebe do pequeno Tommy.

Com a chegada do zumbi também chegam alguns problemas. Certo dia, passeando pela praça, Tommy joga uma bola de beisebol para Fido pegar que cai aos pés da vizinha velha chata, Sra. Henderson (Mary Black). Esta, assustada com a chegada repentina do zumbi, começa a espancá-lo com o andador, desativando sem querer o colar de Fido. Sem o colar os instintos de Fido vêm à tona e a Sra. Henderson é estraçalhada. Tommy pra não ser culpado e acabar sendo jogado pra fora da cerca (pena comum para quase todo tipo de delito) apenas foge e não conta nada a ninguém, o que acaba se mostrando uma péssima idéia, pois a coisa acaba saindo um pouco de controle e cada vez mais zumbis aparecem.

Porém, enquanto as suspeitas não recaem sobre Tommy sua vida segue normal com seu primeiro amigo. Seguem até melhor para Fido, uma vez que Bill é um pai e um marido ausente, e Helen acaba se apegando a ele também. Mas não por muito tempo, pois em breve Tommy terá que pedir ajuda ao seu vizinho, Sr. Theopolis (Tim Blake Nelson) e a sua “namorada” zumbi, Tammy (Sonja Bennett), para salvar Fido.


Fido é uma divertida comédia de humor negro que foge do habitual e se mostra bastante interessante. Não é algo para se dar gargalhadas como num besteirol, mas dá pra se divertir com a relação do garotinho com seu amigo zumbi e o mundo maluco em que eles vivem.

Um comentário:

  1. Que filme doido,fiquei até com vontade de ver.
    Nunca encontro esse tipo de filme na locadora perto da minha casa.Aff...
    Gostei do post,continue assim :)

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