11 de jul. de 2022

[Idiossincrasias/Música] A Rainha da Ópera

Uma das coisas que eu acho mais interessante é perceber como coisas totalmente desconexas acabam se conectando e tecendo uma teia de sentidos nas nossas vidas. Deve ter um nome pra esse tipo de situação. Se não tiver deveria ter. 

Toda noite, desde outubro de 2019, eu me pego cantando, com minha voz terrivelmente desafinada, para colocar meu filho pra dormir. Memórias da minha mãe cantando pra mim sempre surgem e eu sinto um calor no coração por estar repetindo esse ritual com meu filho. 

Tem duas músicas que eu tenho uma lembrança vívida da minha mãe cantando pra mim. "A Praça" do Ronnie Von e "Desencontro de Primavera" do Hermes Aquino, que são canções sobre saudade, sobre um amor que partiu. Eu pequeno não tinha essa noção, mas depois que cresci um pouco, e comecei a entender as letras, achava estranho que ela cantasse essas músicas pra me por pra dormir. Porém, agora pai, e cantando pro meu filho, me pego numa situação parecida cantando "Spread Your Wings" do Queen. 
 

"Spread Your Wings" não fala de saudade nem de um amor perdido, mas fala de seguir com o seu destino, de buscar alcançar seus sonhos. São situações bem distintas, mas que me remete, pensando no meu pequeno, ao conflito de querer que ele seja grande, dono do seu destino, e de querer ele junto de mim pra sempre, ao mesmo tempo. Hoje eu entendo minha mãe cantando sobre saudade pra uma criança que mal tinha acabado de nascer, já imaginando que poderia acontecer o que aconteceu, de estarmos distantes mais de 500 km um do outro, nos vendo pouquíssimas vezes por ano.

Mas a conexão que eu mencionei no começo do texto não é essa, e sim a conexão que "Spread Your Wings" tem com o filme "O Fantasma da Ópera" pra mim.


Lá em 2004, na época do lançamento, eu fui ver o filme "Fantasma da Ópera" do Joel Schumacher, com Gerald Butler como o fantasma da ópera, no cinema. Por sinal, fomos minha mãe, minha madrinha e eu, numa sessão com pouquíssima gente. Apesar da sessão vazia eu curti bastante o filme e fiquei encantado com as músicas. 

Primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa foi procurar as músicas para baixar no Kazaa. Lembrando que em 2004 não existia Spotify, Deezer, etc, e YouTube eu acho que tava começando, se é que já existia. Então a alternativa que eu tinha era essa. Quando pesquisei por "Phantom of The Opera", além da trilha sonora, apareceu uma versão do Nightwish, banda que eu não conhecia, mas que deixou meu eu adolescente louco com a sua versão metal da música. A partir dali eu comecei as baixar todas as músicas que eu encontrava da banda.


Pra quem usou Kazaa ou afins P2P na época, sabe que era muito comum baixar músicas descritas de forma errada. Seja porque estava com título errado, ou o mais comum, como sendo de outra banda. Bem, dentre as músicas que eu baixei tinha uma que o título era "Lord of The Rings". A música claramente era sobre o Senhor dos Anéis, e ela claramente não era do Nightwish. Mas de que banda era? Passei um tempo sem saber. Na verdade durante um tempo eu achava que pudesse ser algum dos membros homens do Nightwish cantando. Só um bom tempo depois foi que eu descobri que aquela música era dum disco chamado "The Forgotten Tales" da banda Blind Guardian.


Confesso que não curto muito Blind Guardian, mas esse disco eu gosto bastante. Basicamente são covers de algumas músicas famosas e algumas versões alternativas de músicas já lançadas pela banda. Dentre os covers, o disco possui: "Mr. Sandman", "Surfin' U.S.A.", "Barbara Ann", e a minha preferida, "Spread Your Wings".

Foi essa versão que despertou meu interesse pro Queen, banda que eu conhecia apenas por causa do clipe de "I Want to Break Free", com o Fred Mercury vestido de mulher faxinando a casa, mas que nunca tinha ido atrás de ouvir mais profundamente. Foi graças a ela que o Queen se tornou uma das minhas bandas preferidas e é graças a ela que meu filho dorme ao som de "Spread Your Wings", "Seaside Rendezvous", "Bicycle", "Don't Stop Me Now, dentre outras.
 

 

29 de dez. de 2019

[Idiossincracias/Literatura] Uma Década em Leitura

Hoje eu me dei conta que faz 10 anos que eu uso o Skoob. Pra quem não conhece, o Skoob é uma plataforma/rede social para quem gosta de ler. Lá é possível registrar os livros lidos, marcar desejados, fazer resenhas, comentar, etc. Eu basicamente uso pra "anotar" os livros que vou lendo.

Eu não me considero um leitor voraz, como algumas pessoas que eu conheço, ou alguns booktubers que leem mais de 100 livros por ano. Olhando pra esses 10 anos, contabilizei 152 livros lidos, o que dá basicamente 15 livros por ano. É uma média que podia ser melhor, mas que me satisfaz. Podia ser melhor, porque nesse período teve alguns anos em que li por volta de 20 livros, mas nos últimos 3 anos o ritmo de leitura deu uma diminuída.

Entre 2010 e 2012 eu estava no mestrado, e apesar das leituras específicas da minha pesquisa e das atividades no laboratório, eu conseguia dedicar um bom tempo para a leitura. Eu 2013 eu comecei meu doutorado e no segundo semestre comecei a atuar como professor, o que fez com que o ritmo diminuísse já em 2013 e mais ainda em 2014. No começo de 2015 eu qualifiquei meu doutorado e já estava com as aulas estruturadas (além de ter tido uma greve que durou uns 3 meses), então voltei a ter um pouco mais de tempo para a leitura. Mas esse ritmo só durou aquele ano. Nos anos de 2016 e 2017 eu estava mais preocupado em terminar meu doutorado do que outra coisa, então foi só ladeira a baixo. Em 2018 e 2019 eu venho tentando recuperar o ritmo da leitura, mas está complicado. Eu assumi mais responsabilidades no trabalho e isso acaba demandando mais tempo e se reflete no ritmo da leitura. Mas esse ano de 2019 eu fiquei satisfeito de ter lido ao menos um livro por mês. No gráfico abaixo dá pra acompanhar o meu ritmo de leitura nesses 10 anos.


Outra coisa interessante que eu percebi foi como meu gosto literário foi mudando nesse tempo. No começo desses 10 anos eu estava lendo muito romance histórico, principalmente os escritos pelo Bernard Cornwell. Só em 2010 foram 4 livros dele lidos. Por volta de 2013 eu comecei a me aventurar mais nos livros de ficção científica tentando ler os clássicos. Nesse período eu li 1984, Laranja Mecânica, Neuromancer, O Homem do Castelo Alto, Fahrenheit 451, Fundação, entre outros. Sempre tive um pouco de resistência em ler livros do gênero (e dificuldade de achar edições novas até a editora Aleph apostar com força no segmento) e foi muito gratificante ter um maior contato com esses clássicos do gênero. Já nos últimos anos tenho cada vez mais lido livros de não-ficção, principalmente livros reportagem, um gênero que nunca tinha dado muita bola, mas que tem me cativado cada vez mais. 

Apesar da minha mudança de gosto, alguns autores sempre apareceram entre as leituras, como o Stephen King, o próprio Bernard Cornwell e Michael Crichton. São autores que eu adoro e que vez ou outra eu leio alguma coisa. É tanto que esses 3 são os autores que eu mais li nesse período de 10 anos. Só do Stephen King foram 12 livros lidos. Dá quase 10% do total. O gráfico abaixo mostra os autores que eu mais li nesse período.


Feito esse breve resumo das minhas leituras dos últimos 10 anos, vamos ao que eu li e ao que eu mais gostei de ter lido em cada ano.

2010

O ano de 2010 foi o ano em que eu mais li livros do Bernard Cornwell. Foram 4 livros do autor no total, sendo que Azincourt foi o que eu mais gostei dos 4. Mas dos 18 livros desse ano, o que eu mais gostei de ter lido foi o "A Zona Morta". Na época eu já tinha lido uns 2 ou 3 livros do Stephen King, mas a construção de personagem que ele faz nesse livro, a empatia que você adquiria pelo personagem principal nas primeiras 50-100 páginas, e a mudança de rumo que ele dá na vida dele de forma súbita e corajosa, é impressionante.


2011

Nesse ano eu li coisas que eu queria ler a muito tempo, como "O Parque dos Dinossauros" do Michael Crichton e "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" do Washington Irving. Tive contato com Nick Hornby, George R. R. Martin e sua não tão famosa ainda Crônicas de Gelo e Fogo e Philip K. Dick, com "O Homem do Castelo Alto". Mas, por mais estranho que pareça, o meu preferido desse ano é o desconhecido "Cotoco", que eu adoraria que tivesse as continuações publicadas, mas que sei que nunca virão porque o livro não fez sucesso.

 
2012

Mais conhecido como o ano em que eu li uma "ruma" de Stephen King. Ao todo foram 4. Mas foi o ano também em que eu li o excelente "Sobrevivente" do Chuck Palahniuk. Pra mim o melhor livro dele dentre os que eu li. Li os ótimos "Contato" do Carl Sagan e "No Coração das Trevas" do Joseph Conrad. Finalizei a trilogia de livros do Guilherme del Toro e do Chuck Hogan, que gerou uma série (Strain) que eu comecei a ver, estava gostando, mas parei por falta de tempo.


2013

Apesar de menos leituras, a qualidade do que foi lido, eu acho superior ao anos anteriores. "Laranja Mecânica", "Fahrenheit 451" e "Fundação" no mesmo ano! Li também o "Mundo Perdido" do Michael Crichton, que me fez ter mais raiva ainda do filme, porque o livro é ótimo. Teve também o divertidíssimo "Cadê Você, Bernadette?". Mas a minha leitura preferida foi o não-ficção "Variedades da Experiência Científica" do Carl Sagan. O homem era um gênio mesmo. A maneira como ele consegue mostrar a insignificância do ser humano no universo, e de como a religiosidade pode ser experimentada de forma diferente quando você se coloco nessa posição, é única.


2014

Ano em que tive contato pela primeira vez com Fred Vargas e passei a amar a autora (sim, autora). Mais ficção científica com "Caverna de Aço" do Asimov, que na verdade é um livro policial com robôs. Teve o ótimo "O Maior Espetáculo da Terra", mas o que mais me prendeu foi "Novembro de 63" do Stephen King.


2015

Mais Fred Vargas, mais Stephen King, mais Chuck Palahniuk e mais ficção científica. Finalmente li "Neuromancer" que achei só ok, e "It - A coisa", que achei sensacional. Gostei bastante de "O Demonologista", mas o que levou o título de melhor do ano foi "Um Cântico para Leibwotiz" que, apesar de ter sido escrito nos anos 60, esta cada vez mais atual. Nele o mundo tem uma guerra nuclear e as pessoas culpam a ciência pelo caos que a sociedade está passando. Uma caça às bruxas começa e tudo ligado ao conhecimento cai por terra. O que resta de conhecimento fica nas mãos da igreja, através de livros, plantas baixas, mapas, etc, que vão sendo passados de geração pra geração por meio de cópias, como na idade média. Só que o que foi passado pra frente foram só os objetos, o conhecimento se perdeu.


2016

O ano de 2016 foi recheado de Fred Vargas e teve boas surpresas com o bom livro nacional "Realidade Oculta", que tem uma pegada bem parecida com "O Parque dos Dinossauros", mas com mais ficção-científica. O ponto forte é que o autor é paleontologista, então tem muita pesquisa por trás da história. Outra surpresa boa, mas que já era esperada pelos comentários positivos foi "A Guerra do Velho". Mas a melhor descoberta de 2016 foi sem sombra de dúvida "Z, A Cidade Perdida", que não foi bem uma descoberta, mas uma oportunidade de ler um livro que já queria a muito tempo, e de conhecer um dos autores que eu mais tenho gostado de ler ultimamente.


2017

Ano fraco de leitura, mas que foi redimido pela descoberta dos ótimos "A Caderneta Vermelha" e "Os Irmãos Sisters" e pela leitura de alguns dos maiores clássicos da ficção-científica: "1984", "Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?" e "Tropas Estelares".


2018

Esse foi o ano da leitura de não-ficção. dos 10 livros lidos, 5 eram desse gênero e todos eu gostei bastante de ler. Coloco em destaque "Assassinos da Lua das Flores", "A Guerra" e "O Dono do Morro". Nesse ano também tive o prazer de ler "O Mundo Perdido" do Sir Arthur Conan Doyle, e conhecer uma faceta dele além dos livros do Sherlock Holmes.


2019

O ano ainda não acabou, mas dificilmente vou terminar mais alguma leitura até o dia 31, então posso dar por encerrado. Se já tive ano de ler romance histórico, ficção científica e não-ficção, esse foi o ano dos clássicos. Sejam mais antigos, ou clássicos modernos. Finalmente tomei vergonha na cara e li Kafka, li Dostoiévski, li Dumas, li Truman Capote, li Kurt Vonnegut. E todos foram bons. A única decepção foi "Crime e Castigo", não por ter achado ruim, mas porque minhas expectativas era muito grandes. Voltei a ler Michael Crichton, e como eu estava com saudade! Mas o grande destaque, e um dos melhores livros que eu li na vida, foi "O Vendido" do Paul Betty. Um livro que só pode ser escrito porque o escritor era o Paul Betty. Façam um favor a si mesmo. Leiam. Ponto.


14 de dez. de 2019

[Música] Outras 5 descobertas no Spotify

Em 2016 em fiz uma postagem compartilhando os 5 artistas/álbuns que eu havia descoberto através do Spotify e que eu estava escutando na época. 2019 está chegando perto do fim, e eu acho que vale a pena atualizar a lista pra ver o quanto meu gosto musical mudou nesse tempo.

Assim, vamos lá a mais 5 artistas/álbuns que descobri nos últimos tempos e que eu tenho ouvido bastante.

 1 - Pure Prairie League - Two Lane Highway


Há exatos um ano eu estava iniciando minha jornada por Red Dead Redemption 2, e Pure Prairie League esteve comigo em boa parte da jornada servindo como trilha sonora durante e depois das horas de jogatina. As minhas músicas preferidas são "Amie" do álbum Bustin Out e "Kentucky Moonshine" (que eu canto em looping pra ninar meu filho) do álbum Two Lane Highway.



2 - Yes Darling - Yes Darling


Yes Darling é o álbum de estreia da dupla de mesmo nome, composta por Ryan Montbleau e Hayley Jane. As faixas tem uma pegada indie, com bastante humor girando em torno do tema relacionamento. Vale a pena dar uma conferida, principalmente, nas faixas "Call Your Mother" e "The Things That You Could Be".


3 - Zaz - Paris


Paris é o 4º álbum da cantora francesa Isabelle Geffroy, ou simplesmente Zaz. Nesse álbum ela faz um tour por Paris, cantando sobre os principais pontos da cidade Luz. O destaque vai para as faixas "Champs-Elysées", "Paris sera toujours Paris" e "J'ai deux amours".


4 - António Zambujo - Guia


Apesar de falarmos a mesma língua, não lembro de ouvir música portuguesa. Talvez por achar que se restringia a fado. Então, Guia, do português António Zambujo, veio pra quebrar o preconceito e me despertar pra procurar mais coisa dos portugueses. Se o álbum como um todo não fosse delicioso de se ouvir, só a faixa "Zorro" já valia o disco.


5 - Marty Robbins - Gunfighter Ballads and Trail Songs


Marty Robbins não é nenhum desconhecido, já que a sua discografia consiste em mais de 52 álbuns de estúdio, mas era um total desconhecido pra mim até um tempo atrás. O álbum Gunfighter Ballads and Trail Songs é um dos mais conhecidos dele, e pra mim um dos melhores. Todas as faixas são boas, mas as minhas preferidas são "El Paso" e "Saddle Tramp". 


12 de dez. de 2019

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128 - Parte 5 (PS2)


Voltando depois de 7 anos e meio, para mais um capítulo da série sobre os vídeo games que construíram meu caráter, falando dessa vez sobre o sucessor do Playstation 1, o Playstation 2, mais conhecido como PS2.

No post anterior eu falei que tinha ficado com o PS1 até 2004, mas pensando bem, não tenho mais tanta certeza disso. Pode ter sido 2004, mas também pode ter sido 2005... Mas isso não importa. O que importa é que foi no início da minha faculdade e que deve ter sido o vídeo game que eu passei mais tempo com ele como console principal. Não quer dizer que tenha sido o que eu mais joguei, mas foi o que eu passei mais tempo. Só mudei pro PS3 em 2011, e essa data eu tenho certeza, porque o meu primeiro jogo foi Mortal Kombat 9, e eu comprei na época do lançamento, e ele saiu em 2011. Mas isso é assunto prum novo post, que eu espero que não demore os mesmo 7 anos que esse demorou.

Retornando ao PS2, como eu o tive na época da faculdade, se por um lado eu tinha menos tempo para jogar, por outro, os passeios ao centro para comprar jogos eram agora mais comuns, porque eu tinha uma autonomia maior. Cansei de sair da faculdade e dar uma esticada até o centro. Na verdade esses passeios no centro de Recife eram o meu programa favorito nessa época. Pra quem conhece a região, vai entender um pouco o passei, pra que não conhece, basta dar uma olhada no mapa abaixo pra entender a jornada.


No centro do Recife tem uma rua bem famosa que é a Av. Conde da Boa Vista. Ela é o principal corredor de ônibus da cidade, e é uma das avenidas que corta a região comercial do centro de ponta a ponta. Logo no começo dessa avenida, na direção do centro histórico, ficam (ou ficavam, já que faz tempo que não vou lá), duas lojas de quadrinhos, uma especializada em comics, e outra especializada em mangás. Minha primeira parada era sempre nelas. Gastava uns minutos olhando as novidades e caçando material antigo bacana e depois seguia a pé em direção ao Shopping Paço Alfândega. No meio do caminho eu sempre fazia uma parada numas barracas de jogos que ficaram perto da praça do Diário. Era aí que realmente eu gastava meu dinheiro.

Diferente do que tinha acontecido com o PS1 que eu encontrava jogo pirata nas lojas chinesas do Shopping, o canto que eu ia pra comprar jogos era nessas barracas. E foi através delas que eu conheci alguns dos meus jogos preferidos até hoje, como Fatal Frame 2, que tem uma das histórias de terror mais fodas de todos os tempos (sem falar da trilha sonora), associado com a jogabilidade que faz você ter que encarar de frente o medo a todo instante. Outros que joguei muito na época foram God of War, Guitar Hero, Need for Speed Underground 2, The Warriors, Shadow of the Colossus, GTA: San Andreas, Prince of Persia: Sands of Time, dentre outros.


Um outro fator que existiu a partir do PS2 pra mim, foi a possibilidade de baixar os jogos e gravar para jogar. Não que essa possibilidade não existisse no PS1, mas minha internet era muito ruim. Na época do PS2 ela melhorou, então eu conseguia baixar. Mas isso foi mais pra frente, porque apesar de poder baixar, em 2004-2005, eu não tinha gravador de DVD, só de CD. Então não adiantava de nada. Só mais perto do fim da minha experiência com o PS2 é que eu consegui um gradador de DVD e consegui copiar alguns jogos, como por exemplo o Star Wars Battlefront II.

Por tudo isso minha experiência com o PS2 foi bem bacana. Joguei muitos jogos legais, e tenho boas lembranças. Talvez não tenha sido melhor porque a faculdade tomava muito tempo, então o tempo de jogatina ficava restrito aos recessos de fim de ano, ou às "férias" da faculdade. E as aspas estão aí porque tinha vezes que um semestre entrava dentro do seguinte, mas isso vale um outro post.

Continua...

5 de dez. de 2019

[Cinema] Parasite (2019)


Há algum tempo, por meio de um grupo sobre quadrinhos, eu fiquei sabendo que ia ser lançado um filme coreano chamado Parasite. Na época devem ter comentado que o filme não tinha nada a ver com o mangá de mesmo nome que foi lançado há algum tempo pela editora JBC. Mas por algum motivo meu cérebro registrou como sendo uma adaptação.

Avançamos no tempo até essa semana, quando eu recebo um e-mail do Tracker que eu uso para "adquirir de forma alternativa" filmes asiáticos e me bate a curiosidade de saber se o filme já está disponível. 

Pra minha felicidade ele já estava disponível. 30 minutos depois o filme já estava no HD externo ligado à TV esperando que eu tivesse um momento livre para assistí-lo. Fato este que ocorreu essa semana....e ainda bem que aconteceu.

De cara posso fazer dois comentários. Primeiro que o filme não tem nada a ver com o mangá. Segundo que Parasite é um filmásso. 

Em Parasite (2019), filme dirigido por Bong Joon-ho, e ganhar de diversos prêmios, dentre ele a Palma de Ouro de Cannes, a história gira em torno de duas famílias coreanas. Uma pobre, os Kim, e uma rica, os Park. Pai, mãe e dois filhos. Uma menina e um menino, em ambos os casos. 

Um dia, um amigo do filho da família Kim, faz uma visita e comenta que era tutor da filha dos Park, mas que teria que viajar pra estudar e sugere que ele fique no seu lugar. Após uma entrevista bem sucedida o rapaz começa a trabalhar como tutor, e uma vez dentro da casa dos Park, começa a por em prática um plano pra empregar os outros membros da família, que um a um vão assumindo empregos junto da família Park, e passando a agir feito parasitas. A partir daí a história se desenvolve com algumas reviravoltas importantes que pegam o expectador totalmente de surpresa.

O filme é na verdade uma grande metáfora à luta de classes. Ao ponto de no final você se questionar quem realmente são os parasitas na história. 

Apesar dos temas abordados, ele não é chato ou pedante. Muito pelo contrário. O filme mescla bem doses de humor e de Thriller, conseguindo prender o expectador do início ao fim, apesar dos 120 min do filme.