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12 de dez. de 2019

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128 - Parte 5 (PS2)


Voltando depois de 7 anos e meio, para mais um capítulo da série sobre os vídeo games que construíram meu caráter, falando dessa vez sobre o sucessor do Playstation 1, o Playstation 2, mais conhecido como PS2.

No post anterior eu falei que tinha ficado com o PS1 até 2004, mas pensando bem, não tenho mais tanta certeza disso. Pode ter sido 2004, mas também pode ter sido 2005... Mas isso não importa. O que importa é que foi no início da minha faculdade e que deve ter sido o vídeo game que eu passei mais tempo com ele como console principal. Não quer dizer que tenha sido o que eu mais joguei, mas foi o que eu passei mais tempo. Só mudei pro PS3 em 2011, e essa data eu tenho certeza, porque o meu primeiro jogo foi Mortal Kombat 9, e eu comprei na época do lançamento, e ele saiu em 2011. Mas isso é assunto prum novo post, que eu espero que não demore os mesmo 7 anos que esse demorou.

Retornando ao PS2, como eu o tive na época da faculdade, se por um lado eu tinha menos tempo para jogar, por outro, os passeios ao centro para comprar jogos eram agora mais comuns, porque eu tinha uma autonomia maior. Cansei de sair da faculdade e dar uma esticada até o centro. Na verdade esses passeios no centro de Recife eram o meu programa favorito nessa época. Pra quem conhece a região, vai entender um pouco o passei, pra que não conhece, basta dar uma olhada no mapa abaixo pra entender a jornada.


No centro do Recife tem uma rua bem famosa que é a Av. Conde da Boa Vista. Ela é o principal corredor de ônibus da cidade, e é uma das avenidas que corta a região comercial do centro de ponta a ponta. Logo no começo dessa avenida, na direção do centro histórico, ficam (ou ficavam, já que faz tempo que não vou lá), duas lojas de quadrinhos, uma especializada em comics, e outra especializada em mangás. Minha primeira parada era sempre nelas. Gastava uns minutos olhando as novidades e caçando material antigo bacana e depois seguia a pé em direção ao Shopping Paço Alfândega. No meio do caminho eu sempre fazia uma parada numas barracas de jogos que ficaram perto da praça do Diário. Era aí que realmente eu gastava meu dinheiro.

Diferente do que tinha acontecido com o PS1 que eu encontrava jogo pirata nas lojas chinesas do Shopping, o canto que eu ia pra comprar jogos era nessas barracas. E foi através delas que eu conheci alguns dos meus jogos preferidos até hoje, como Fatal Frame 2, que tem uma das histórias de terror mais fodas de todos os tempos (sem falar da trilha sonora), associado com a jogabilidade que faz você ter que encarar de frente o medo a todo instante. Outros que joguei muito na época foram God of War, Guitar Hero, Need for Speed Underground 2, The Warriors, Shadow of the Colossus, GTA: San Andreas, Prince of Persia: Sands of Time, dentre outros.


Um outro fator que existiu a partir do PS2 pra mim, foi a possibilidade de baixar os jogos e gravar para jogar. Não que essa possibilidade não existisse no PS1, mas minha internet era muito ruim. Na época do PS2 ela melhorou, então eu conseguia baixar. Mas isso foi mais pra frente, porque apesar de poder baixar, em 2004-2005, eu não tinha gravador de DVD, só de CD. Então não adiantava de nada. Só mais perto do fim da minha experiência com o PS2 é que eu consegui um gradador de DVD e consegui copiar alguns jogos, como por exemplo o Star Wars Battlefront II.

Por tudo isso minha experiência com o PS2 foi bem bacana. Joguei muitos jogos legais, e tenho boas lembranças. Talvez não tenha sido melhor porque a faculdade tomava muito tempo, então o tempo de jogatina ficava restrito aos recessos de fim de ano, ou às "férias" da faculdade. E as aspas estão aí porque tinha vezes que um semestre entrava dentro do seguinte, mas isso vale um outro post.

Continua...

31 de ago. de 2012

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128-bits - Parte 4 (PS1)


Retomando depois de 2 anos a série sobre os vídeo games que me acompanharam durante esses 25 anos, chegou a hora de escrever sobre o vídeo game que eu tive mais jogos. Todos piratas, mas com certeza a maior quantidade que eu tive.

Como falei no post do Nintendo 64 eu não passei muito tempo com ele. Acredito que passei somente uns 2 anos com ele. Se não me falha a memória comprei o meu Playstation 1 (PS1 pros íntimos) em 2000 e devo ter ficado com ele até 2004 quando comprei um Playstation 2. O meu modelo na verdade era o PSOne, uma versão menor, com linhas mais arredondadas como pode ser visto na foto abaixo.


Comprei-o numa loja de produtos chineses do shopping e o danado vinha com 10 jogos que eu podia escolher. A grande maioria era porcaria, confesso, mas tinha o Need for Speed: Porsche Unleashed, jogo de carro só com modelos da marca Porsche que eu adorava. Hoje em dia, de vez em quando, a trilha sonora ainda volta à minha mente.

Como meu PS1 era destravado a rotatividade de jogos era imensa. Não tinha mais as limitações que eu tive nos consoles anteriores de ter poucos jogos para jogar. Além da facilidade de comprar, quase todos os meninos do meu prédio também o tinha e a cópia de jogos rolava solta. Nessa época, por causa disso, não tive mais o prazer de ir alugar os jogos na locadora como eu tinha com os anteriores. Porém, em compensação, o preço baixo dos jogos piratas me abriu um novo mundo. Ir ao centro da cidade comprar jogos. Resumindo, explorar, coisa que com meus 14/15 anos eu estava doido pra fazer.

Todo começo de mês eu recebia uma graninha de mesada. Então ir ao centro comprar jogos e quadrinhos virou quase uma rotina nos meus começos de mês. O mesmo acontecia quando eu ia pra Petrolina pra passar as férias nas casas das minhas tias, e meu irmão, meu primo, um amigo da gente e eu íamos comprar jogos no centro de lá. Por sinal, olhando no Google Street a barraquinha onde eu comprava ainda existe.


Essas idas ao centro resultaram em muitas histórias engraçadas, dentre elas uma em que o dono de uma barraca de jogos só faltou bater no funcionário quando, após ele testar o jogo e ele não funcionar, a gente resolveu sair sem comprar. O problema é que como o PS1 tem um leitor de CD com o tempo ele suja e fica difícil de ler os discos. O funcionário tinha colocado o jogo pra testar num console antigo e por isso ele não funcionou. O dono, depois de xingar o cara e a mãe dele de tudo que é nome, testou num console mais novo e o danado do jogo funcionou. Mesmo já tendo desistido de levar acabei comprando só pelo medo que fiquei da ira do cara. Só sei que quando cheguei em casa, depois de uns 20 dias o jogo parou de funcionar. O que por sinal era muito comum quando se comprava os jogos piratas.

Além de ter me proporcionado essas experiências de exploração, o PS1 teve muito jogos sensacionais que ainda hoje me são muito queridos. Resident Evil 2, Tenchu 2, Driver, Diablo, Tomb Raider IIIChrono Cross, Tony Hawk Pro Skater 2, Winning ElevenCastlevania: Symphony Of The NightEvil Dead: Hail To The King e muitos outros. O último, por sinal, eu gostava tanto que achei um detonado em inglês na internet na época pra ele (pra esse jogo específico era quase impossível achar) traduzi com o google tradutor, porque meu inglês era péssimo, e copiei tudo num caderno, que ainda tenho até hoje, com uma letra minúscula, não me perguntem porque, usando uma caneta tinteiro 0,3 que meu irmão tinha. 


Por tudo isso o PS1 briga fortemente com o Super Nintendo pelo título de vídeo game mais querido pra mim.

Continua... 

25 de jul. de 2010

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128-bits - Parte 3 (Nintendo 64)


Continuando a série com os vídeo games que moldaram meu caráter e me fizeram companhia por longas horas, vamos passar para o Nintendo 64 o vídeo game que eu menos gostei de ter tido e que tive por menos tempo.

Me arrependo bastante de ter tido o Nintendo 64. Não por ele ser um console ruim, mas sim por eu achar o antecessor dele, o Super Nintendo, muito melhor e com jogos muito mais legais. Apesar disso, tenho que admitir que o Nintendo 64 teve jogos memoráveis como GoldenEye 007, The Legend of Zelda: Ocarina of Time, F-Zero X (que consegue ser muito melhor que o do Super), Top Gear Rally e a lista pode seguir por um bom tempo.


Infelizmente eu tive o azar de sempre ter jogos ruins e que eu na verdade não queria. Aqui em casa, quando pequeno, o esquema de ganhar jogo era apenas nos aniversários, dia das crianças ou natal e mesmo assim tinha que ser muito insistente e provar por A mais B que era necessário, porque o fato de eu ter um jogo, para os meus pais, eximia toda a necessidade de um segundo jogo.

Outro fato que me fez começar o Nintendo 64 com o pé esquerdo foi logo a compra dele. Ganhei o meu em 98, na época da Copa do Mundo da França, e a Nintendo tava com uma caixa especial que além do vídeo game e de um controle dourado você ganhava o jogo International Superstar Soccer 98, que é o melhor jogo de futebol do 64 só perdendo o cargo de melhor jogo de futebol anos depois pra série Winning Eleven já no Playstation. Pois bem, eu queria esse, minha mãe comprou o normal que não vinha com jogo. Ou seja, passei um bom tempo jogando apenas jogos alugados por não ter um jogo porque minha mãe quis economizar 50 reais, o que era menos que um jogo na época.


Meu primeiro jogo só foi adquirido meses depois e também não um jogo que eu queria. Eu queria o jogo Quest 64, que por sinal parece ser bem fraco também, e acabei comprando Mystical Ninja: Starring Goemon porque dentre as opções da loja era a menos pior. Esse, por sinal, é um problema de se comprar jogos em épocas de festa porque você só encontra as sobras de jogos.

Pois bem, mesmo não sendo o jogo que eu queria ele era até razoável e me rendeu várias horas de diversão. Depois dele tive ainda o pior jogo da série Mortal Kombat, o famigerado Mythologies: Sub-Zero e pra terminar minha lista de jogos tive Donkey Kong 64 que nem de longe é tão bom quanto os Donkey Kongs do Super Nintendo.


O bom do Nintendo 64 é que não precisei ter muitos jogos, porque no meu prédio tinha umas 5 pessoas que tinham ele, então emprestávamos os jogos uns para os outros e conseguíamos jogar vários deles. Por isso que digo que o Nintendo 64 foi um vídeo game bonzinho, mas que eu não tive tanto prazer em ter. É tanto que logo eu troquei por um Playstation 1.

Continua...

19 de fev. de 2010

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128-bits - Parte 2 (Super Nintendo)


Dando continuidade, vou falar um pouco do meu segundo vídeogame, o Super Nintendo, que pra mim foi o melhor videogame que eu já joguei. Não pelos gráficos e tal, mas pela diversão que ele proporcionava.

Refazendo meu cálculos, acho que o meu Master do post anterior eu não ganhei aos 8 anos e sim aos 7 ou até menos, porque suspeito que meu Super Nintendo eu ganhei quando tinha 8-9 anos. Quando ganhei o SNES meu Master já estava quebrado há algum tempo, então não foi uma troca e sim uma aquisição nova e quase com a emoção do vídeo daquele moleque ganhando o N64.

Assim como o Master não tive uma dezena de jogos, mas tive mais. Tive 6: Super Mario World, que veio com o videogame, Super Mario All-Star, que eu emprestei prum vizinho e ele se mudou pra BH e levou o jogo junto, Super Street Figther II, Mortal Kombat II, Donkey Kong 3 e Newman Haas Indy Car Racing. Mas a locadora que fica aqui atrás de casa tinha muitos jogos pra alugar então a diversão não ficava restrita a esses 6.

Sempre estudei de tarde, então sempre dormi até as 10-11 horas da manhã. Mas nas sextas-feiras acordava invariavelmente 9 horas pra ir alugar uma fita pra jogar. Alugava e passava a manhã jogando. Meio dia ia pro colégio e quando voltava às 6 da tarde jogava até mais ou menos meia noite, já que o dia seguinte era sábado. No sábado acordava cedo e ia alugar outra fita, porque a de sexta eu ia ter que devolver no sábado. Passava o dia com as duas fias revezando entre uma e outra e de noite devolvia a de sexta. Com a de sábado garantia a diversão até segunda de noite quando ia devolver a fita. E foi assim quase todo final de semana durante os 3-4 anos que tive meu SNES.


Talvez, por eu ter jogado mais o SNES do que os outros, ele tenha se tornado o meu videogame preferido, mas acho que a época ajudava. Eu era criança, não existia internet, toda informação eu conseguia com amigos ou em revistas sobre videogame e sempre existiam as histórias sobre um amigo dum amigo que tinha conseguido descobrir uma fase nova ou pegar um item que ninguém conhecia e que você passava dias procurando e geralmente era conversa mole.

Mas o principal eram os jogos. O SNES tem o maior número de jogos que eu adoro por bit2. Super Contra, Super Mario World, ActRaiser 2, Biker Mice from Mars, Brawl Brothers, Captain Commando, Donkey Kong, Earthworm Jim, Hit the Ice, Knights of the Round, Lion King, Mega Man X e mais uma centena que com certeza mereceriam estar.

Gostava tanto que até hoje me arrependo de ter dado meu SNES pro meu primo quando comprei o N64, que por sinal foi o videogame que eu menos gostei de ter, mas que será objeto da próxima parte. Felizmente, com os emuladores consegui relembrar e conhecer alguns outros jogos que se tornaram preferidos, e consegui, graças a possibilidade de salvar em qualquer parte, zerar alguns jogos que eu julgava impossível terminar como, por exemplo, Super Ghouls'n' Ghosts.

O SNES não foi o videogame que eu tive por mais tempo, mas com certeza foi o que mais me divertiu e o que eu mais me arrependi de ter trocado, mas a vida segue e existem emuladores pra trazer a alegria e emoção de jogá-lo de volta.

Continua...

PS: Bruno Valadares, se um dia você ler esse post saiba que eu ainda quero meu Super Mario All-Star.

26 de jan. de 2010

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128-bits - Parte 1 (Master System)


Não lembro bem quantos anos eu tinha, mas acredito que deveria ser uns 8 quando eu ganhei o meu primeiro vídeo-game, um Master System Super Compact. Até então se eu quisesse jogar algo tinha que ir à casa de algum amigo. Como já falei num post anterior, no meu prédio não havia muitas crianças nessa época, e as que tinha eram bem mais velhas do que eu, então o jeito era ir no prédio vizinho. Nessa idade eu era tão tímido que não sei como não tinha um infarto toda vez que ia lá, porque meu coração disparava, ficava suando e levava uns minutos pra tocar a campainha. Quando abria a porta minha voz quase não saía e a mãe desse meu amigo praticamente deduzia o que eu queria e me colocava pra dentro. Esse meu amigo tinha um Mega Drive e a gente praticamente só jogava FIFA, que por sinal nunca gostei muito, talvez porque FIFA sempre me roubou.

Nessa época chegou ao meu prédio um garoto da minha idade e ele também tinha um mega drive, então ficava mais fácil jogar porque ele além de estar no meu prédio morava no mesmo andar que eu, então era mais fácil e prático ir pra lá. Ele também tinha FIFA e foi lá que eu fui roubado pela primeira vez. Certo dia estava empatando um jogo e os minutos finais estavam chegando. Consegui chegar perto do gol e chutei, pra meu azar o goleiro pulou e pegou a bola, porém ele mesmo caído saiu deslizando, deslizou e passou pela linha do gol e saiu atravessando a rede. Gritei gol. Pra minha surpresa e estranheza não foi gol, nem sequer um escanteio já que o goleiro saiu com bola e tudo, foi simplesmente tiro de meta. Pra compensar, num outro dia dominei a bola no peito no meio de campo, mas estranhamente ela disparou pra dentro do gol e entrou como se eu tivesse chutado.


Mas como eu falei no começo do post, um dia, salvo me engano no meu aniversário, ganhei meu primeiro vídeo game, um Master System Super Compact que entreteu meus dias por algum tempo. Além de Sonic que vinha na memória não tive muitos jogos. BasketBall Nightmare, um de ninja que eu não lembro o nome e que eu não passava da primeira fase Shadow Dancer e tinha o meu preferido que era o Jurassic Park. Esse era fodástico dentro das limitações do Master System. Mas como a locadora que fica aqui atrás de casa sempre tinha jogos o meu Master nunca teve muita folga.


Porém, o meu Master tinha um problema, ele era um "Super Compact". Esse console na teoria ele era sem fio, porém a minha TV era tão velha que não pegava, então eu tinha que ligar os fios. Mas como os botões do controle ficavam no próprio vídeo game e eu tenho um irmão menor e pais que sempre preferiam passar pela frente da TV do que por trás de mim ele levou algumas quedas quando tropeçavam nos fios. E foi numa queda dessas que ele se foi pra sempre. Mas logo eu ganharia o vídeo game que mais me marcou e que eu mais gostei, o Super Nintendo.

Continua...