26 de dez de 2012

[Quadrinhos] Dylan Dog #004 - Ed. Mythos

Aproveitei que a edição 4 de Dylan Dog publicada pela Mythos é uma das minhas favoritas e resolvi fazer o scan logo. Essa história foi publicada na edição 66 italiana de Dylan Dog.

Sinopse: O Detetive do Pesadelo descobre que o pano de fundo desta edição é uma arrepiante partida de xadrez com a Morte, a qual, a cada movimento vitorioso, leva uma vida de um ente querido ou conhecido. Coisas inimagináveis começam a acontecer e termina em um desfecho não menos espetacular!

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[Quadrinhos] Dylan Dog #003 - Ed. Mythos

Mais uma Dylan Dog, agora a edição nº 3 lançada aqui no Brasil pela editora Mythos, que equivale ao nº 22 italiano. Espero que gostem.

Sinopse: Numa pacata e sonolenta cidade do interior da Inglaterra, um jovem não consegue dormir e resolve dar uma caminhada, não antes de tomar "emprestada" uma metralhadora da loja de armas da família. Nesta mesma noite, num parque de diversões, ele provoca um pequeno massacre. Com a chegada da polícia e o exército ingleses, o jovem atirador refugia-se no trem-fantasma com uma refém, e exige a presença de um certo detetive de Londres, chamado Dylan Dog.

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7 de dez de 2012

[Literatura/Nostalgia] Stephen King, Sob a Redoma e afins



Esse ano de 2012 em questões de leitura vem sendo um ano bastante bom pra mim. Li alguns livros que já figuram entre os meus favoritos, como por exemplo: “Sobrevivente” do Chuck Palahniuk, “A Tormenta de Espadas” do George R. R. Martin e “O Poderoso Chefão” do Mario Puzo. Foi um ano bom também porque li alguns livros do Stephen King que eu já queria ler há algum tempo e nunca tinha tempo (leia-se dinheiro) pra isso. Na verdade eu tenho um número até razoável de livros do Stephen King, mas sempre me faltou um pouco de coragem de lê-los, mesmo eu gostando muito do autor devido às adaptações cinematográficas. Gostava e tal, mas acabava sendo um negócio meio poser, já que os livros mesmo eu não lia. Pra não dizer que nunca tinha lido nada eu já tinha lido “Os Olhos do Dragão” e “O Iluminado", que por sinal a leitura deste último fez eu achar a adaptação do Stanley Kubrick extremamente ultra valorizada. Quase terminei de ler "O Talismã”, mas parei por algum motivo e isso já faz quase 10 anos, então, se for voltar a ler, vou ter que começar do começo.

“Os Olhos do Dragão” eu li graças a uma ida ao cinema. Estava esperando a seção iniciar e fui com meu pai a livraria. Lá vi um livro com um olho reptiliano vermelho me olhando e comecei a dar uma folheada. Acabou que antes do filme começar eu já tinha lido umas 50 páginas e esperneei até meu pai comprar. Li, gostei, mas achei muito infantil a história medieval do livro, mas como na orelha dizia que ele tinha escrito pro filho (ou era filha? Stephen King tem filha? Boa pergunta.) dei um desconto.


Um tempo depois, em 2004 se não me engano, começaram a sair nas bancas uma coleção da Planeta DeAgostini com os livros dele. Como o preço era razoável (mais barato que os da livraria pelo menos) e era capa dura comprei o primeiro volume, “O Iluminado”. Esse livro sim parecia com a ideia que eu tinha de Stephen King e foi uma leitura excelente. Me ajudou bastante na época do vestibular a relaxar e tá entre os livros dele que eu mais gosto. Talvez seja por isso que eu não gosto da versão do Kubrick. Acho que ele mudou muito da essência do livro. Deixou de ser a luta do menino sensitivo contra o hotel cheio de energia maligna, pra se tornar o Jack Nicholson ficando doido e tentando matar a família. Mas tem quem goste, então vamos em frente. Além de “ O Ilumindado” ainda comprei os 3 ou 4 volumes seguintes até que minha fonte de renda inexistente à época reclamou e tive que parar de comprar. 

Apesar de ter comprado esses outros livros nunca cheguei a lê-los. Tentei ler “Christine”, mas nunca avancei muito. Na verdade, na verdade, não li muita coisa nesse período. O que mais li foi Bernard Cornwell e mesmo assim muito pouco, tudo graças ao liseu típico de estudante e à falta de tempo (Engenharia é pra quem tem coragem amigo, não é pra todo mundo não). Só fui voltar a ler com mais afinco quando a faculdade estava chegando ao fim, lá por 2009, e começou a diminuir o tempo lendo os livros técnicos. Com a retomada da leitura resolvi conhecer outras histórias do mestre King.

De 2010 pra cá li 7 livros dele e a cada livro que leio só aumenta minha admiração por ele. É incrível a criatividade dele. Cada livro que você pega pra ler é uma surpresa porque não há fórmulas como acontece com alguns autores (sim, estou falando de Dan Brown que eu gosto, mas escreve sempre mais do mesmo), cada livro tem uma identidade própria e é singular, podendo ter elementos parecidos com algum outro, mas no geral sendo único. Dos que eu li, “Zona Morta”, “O Cemitério” e a “A Hora do Vampiro" estão entre minha leituras preferidas não só de terror, mas no geral. Zona Morta, por exemplo, tem uma das personagens mais carismáticas, em minha opinião, de toda literatura, o John Smith. A cena dele com a namorada no parque antes da tragédia que acontece com ele é simplesmente deliciosa de se ler


O mais recente livro dele que eu li foi o “Sob a Redoma”, um calhamaço de mais de 900 páginas, mas que já se juntou aos três citados anteriormente na minha lista de preferidos dele. Apesar do grande volume de páginas não tem como o livro não ser devorado. A leitura é muito agradável e mantem um ritmo frenético do começo ao fim. O próprio Stephen King cita isso em algum lugar do livro, agradecendo a sua agente por garantir que ele mantivesse o pé embaixo o tempo todo, e é realmente assim que você se sente, como se ele estivesse dirigindo a 140 km/h numa rodovia super movimentada.


“Sob a Redoma” mostra os dias que se seguem após um misterioso campo de força isolar completamente do mundo exterior a pequena cidade de Chester’s Mill, no Maine. Só que a “redoma”, como fica sendo conhecido o misterioso campo de força, não é algo que vai aparecendo devagar, com o conhecimento de todos, garantindo que a população se adapte a isso. Não, um segundo ela não está lá e no outro, de repente, está e é por causa disso que o livro já começa com um ritmo frenético, pois assim que a redoma aparece os seus efeitos já são sentidos graças a um acidente de avião. Dai pra frente é tragédia atrás de tragédia enquanto as pessoas se acostumam com a nova situação.

O livro em si não é um livro de terror, já que não tem nenhuma entidade fantasmagórica, nenhum monstro ou algo do gênero. É mais um suspense psicológico onde o monstro é o próprio homem. Como sempre acontece numa situação de crise têm sempre aqueles sedentos por poder que tentam se aproveitar da situação pra lucrar em proveito próprio. Em “Sob a Redoma” não é diferente. Enquanto grande parte da população não tem a menor ideia do que fazer, nem se sente com forças pra agir, o segundo vereador da cidade (no começo do livro explica o sistema de governo nas pequenas cidades do Maine pra situar o leitor), James "Big Jim" Rennie, tenta controlar a situação de maneira que ele possa se beneficiar ao máximo, nem que ele tenha que tomar decisões que só gente do naipe de Hitler e Mussolini tomaria. Para se contrapor a Big Jim e tentar por ordem na cidade temos Dale "Barbie" Barbara, um ex-tenente e agora chapeiro da lanchonete da cidade.


A história é muito bem escrita e com uma pesquisa bastante boa sobre o que poderia vir a ocorrer com as condições atmosféricas dentro da redoma dando credibilidade ao livro. Outro ponto que eu gostei do livro foi o final, porque eu passei o livro inteiro morrendo de medo que ele estragasse tudo no fim. Na minha cabeça eu só via dois finais possíveis: em um a redoma sumia tão de repente quanto voltou e o povo ia ter que se acostumar de volta à situação de antes, e no outro, ela nunca sumia e todos morriam porque uma hora o oxigênio acabava. Mas pra minha surpresa o final é de deixar você sem fôlego num clímax hiper ultra mega tenso e termina numa explicação boa levando-se em consideração o que ele fala durante todo o livro. Não é O final, mas pra Stephen King, que tem fama de não saber escrever finais, é um final muito decente pra um excelente livro.

Ainda em tempo, esses dias eu vi que o livro vai ser adaptado em uma série de 13 episódios pelo canal americano CBS. É torcer pra ficar fiel ao livro, porque se ficar vai ser muito boa.

5 de dez de 2012

[Desenhos/Nostalgia] Mania em japonês legendado


 
Eu costumo ser uma pessoa com fases de manias. Já tive fase de querer jogar todos os jogos de PS2 existentes, já tive uma de querer ter todos os mangás que saiam nas bancas, de querer ver todos os filmes de terror possíveis, de ler todos os quadrinhos da Vertigo, de ver um zilhão de séries ao mesmo tempo (a mania atual), etc. Uma coisa comum a todas as elas é que normalmente depois de um tempo elas acabam e eu enjoo profundamente do assunto, passando até anos sem voltar a fazer algo que antes era algo bastante natural. 

Um exemplo bem claro era o fascínio que eu tinha com os animês. Chegou ao ponto de eu baixar quase tudo que saía com legenda pelos fansubs brasileiros. Sabia o nome de quase todos, o que eles lançavam, quando saia e tudo mais. Só não baixava mais porque minha internet não era tão boa na época.

Meu gosto pelos animes, como para a maioria das pessoas que viveram nos anos 90 surgiu graças a Rede Manchete e Cavaleiros do Zodíaco. Todo mundo gostava, não tinha pra onde fugir, e até aquele ponto era algo saudável e bem normal. Apenas um desenho que eu assistia antes de ir para o colégio. A mania começou a se formar mesmo com a popularização da internet.


Lá pelos idos de 2002/2003 na minha casa finalmente saímos da internet discada dos finais de semana e nos civilizamos para uma banda larga com telefone livre com incrível velocidade de 300 kbps. Era um sonho. Baixar tudo que eu queria sem ter que me preocupar com nada. Nessa época sites como rapidshare e megaupload eram raríssimos e com limitações de banda. Então, o método mais rápido e cômodo de se trocar arquivos era via P2P, o famoso Peer-to-peer. Usei durante um bom tempo o Kazaa e depois o Emule e foi através deles que conheci meus primeiros animes diferentes dos que passavam na Manchete.

Não lembro exatamente qual foi, mas a honra fica entre Neon Genesis Evangelion e Love Hina. Um desses dois foi meu primeiro anime baixado. Mesmo não lembrando exatamente qual foi, sei que adorei e saber que existiam outras coisas diferentes de Cavaleiros do Zodíaco me fez querer mais. Esse “mais” surgiu pouco tempo depois quando eu descobri que existiam grupos que se dedicavam exclusivamente a criar legendas para os desenhos em japonês e disponibilizá-los na internet, os fansubs. Foi graças ao site Anime Blade que conheci a maioria dos fansubs que viriam a alimentar a minha mania por uns 3-4 anos. A maioria deles disponibilizava (alguns ainda o fazem assim) os arquivos via IRC o que era bastante cômodo, pois demorava pouco tempo para se baixar um arquivo, dependendo do servidor que o grupo usava e da fila de espera que tinha no canal do IRC deles.

 
Graças a grupos com o OMDA, o TNNAC, o Anime no Sekai, o MDAN e muitos outros (a maioria já extinta) conheci vários animês que gosto bastante ainda hoje, mesmo não tendo mais saco para vê-los. Animês como: Last Exile, Hunter x Hunter, Slam Dunk, Gankutsuou, Great Teacher Onizuka, Beck, Elfen Lied, Gantz, Berserk, Full Metal Alchemist, Maison Ikkoku, Kimagure Orange Road, e muitos outros.

A mania atingiu seu ponto máximo quando terminei o colégio e passei quarto meses em casa esperando começar as aulas da faculdade que estavam atrasadas por causa de greves. Foi nesse período que conheci a maioria dos animes citados acima e durou até 2006-2007 quando a faculdade foi ficando mais complicada, eu comecei a namorar sério com a minha atual namorada e o tempo pra alimentar a mania foi diminuindo e aos poucos se extinguiu. Hoje em dia, eu vejo passando e não sei como aguentava passar o dia quase todo vendo aquilo. Provavelmente daqui há alguns anos vou falar o mesmo das séries que eu vejo hoje em dia, mas aí eu já vou ter outra mania pra alimentar, então tá tudo certo.

[Cinema] O FIlho de Rambow



Lá em 2008, zapeando por alguns blogs que eu costumava visitar na época encontrei um post que falava sobre “Os melhores 19 filmes que você não viu em 2007”. Fiquei curioso com o despautério e a pretensão dele de me mostrar 19 filmes que eu não tivesse visto. Depois de olhar os filmes, enfiei o rabo entre as pernas, metaforicamente, e admiti que realmente não tinha visto nenhum. Procurei encontrar todos, assisti mais ou menos a metade e a partir dali todo começo de ano fico esperando ansiosamente quais os 19 filmes que eu não vi no ano anterior.

É por causa dessa lista que assisti alguns dos meus filmes preferidos. Dentre eles estão: Across the Universe (Across the Universe, 2007); Morte no Funeral (Death at Funeral, 2007); Fido – O Mascote (Fido, 2007); Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música (Nick and Norah's Infinite Playlist, 2008); Lunar (Moon, 2009); O Primeiro Amor (Flipped, 2010); Um Novo Despertar (The Beaver, 2011) e muitos outros que eu poderia listar aqui. Mas um dos meus preferidos é O Filho de Rambow (Son of Rambow, 2008).

Imagine fazer parte de uma família cujo culto religioso proíbi terminantemente que você veja filmes ou televisão. Bem, isso é o que acontece com o pequeno Will Proudfoot, que nem os vídeos educativos apresentados na escola ele pode ver, tendo que ficar esperando no corredor até o filme acabar. É numa dessas esperas que ele conhece Lee Carter, o garoto mais encrenqueiro da escola, que óbvio tinha sido expulso de sala. 


O filme se passa nos anos 80 e Will acaba indo parar na casa de Lee Carter e assistindo, meio que sem querer, uma versão pirata de "Rambo – Programado para Matar" que Lee Carter tinha gravado no cinema para o irmão que ele idolatra e faz tudo pra agradar. 

Qualquer criança após ver um filme estilo Rambo sai por aí querendo se meter em aventuras e enfrentar todos os bandidos que existem no mundo. Basta uma fita na cabeça e o menino se torna o próprio Rambo. Com Will não foi diferente e ele, imaginativo e criativo do jeito que é, se imagina vivendo várias aventuras na pele do seu heroi. Lee Carter, cujo hobby é fazer filmes caseiros para participar de um concurso da BBC encontra em Will a veia criativa que estava faltando para que ele possa ganhar o concurso e o convence a ser o roteirista e ator principal do seu mais novo filme, "O Filho de Rambow".


A gravação do filme pelos dois funciona como pano de fundo para mostrar o nascimento e o desenvolvimento de uma grande amizade que não fosse o filme, provavelmente, nunca ocorreria. Durante o filme vemos a transformação das personagens. O tímido e introspectivo Will, graças à nova amizade, às filmagens e ao status na escola que veio junto com ela, vai aos poucos vencendo a timidez, enquanto que o valentão Lee Carter, aos poucos vai se “civilizando”, tornando-se mais sociável e cooperativo. Mas, o fato mais importante da amizade entre eles é mostrar-lhes que têm com quem contar, já que as famílias desestruturadas de ambos não servem muito nesse quesito.


O Filho de Rambow é um filme excelente que retrata muito bem uma época que pra muitos é a década perdida, mas que para os jovens adultos de hoje foi uma época cheia de aventuras e descobrimentos, chamada infânica. E é isso que faz o filme ser marcante, pois, mesmo se passando em outro país, outra cultura, não tem como quem assisti não se lembrar de momentos parecidos da própria infância.