30 de jul de 2010

[Tutorial] Fazendo um DVD com Menu Interativo - Parte IV

Passo 4 – Gravação do DVD

Chegamos finalmente ao último passo e podemos agora gravar nosso DVD.

4.1 – Otimizando o DVD


Primeira coisa a fazer é verificar o tamanho final do arquivo (1). Muito provavelmente ele está com mais de 4,7 Gb e portanto não cabe num DVD normal. Portanto clique em File e selecione Optimize DVD... (2).

Obs: Se couber pule pro próximo tópico.


Após clicar em Optimize DVD aparecerá uma janela contendo todos os arquivos do DVD (1) e outras informações. O objetivo aqui é fazer que o tamanho do DVD seja reduzido para menos de 4,7 Gb. Em Estimared Size (2) está indicado o tamanho do arquivo e a porcentagem de um DVD que ele representa. Diminua o Default vídeo bibrate (3) até que o tamanho esteja abaixo de 100% e dê OK. Eu recomendo entre 96% e 98%.

4.2 – Gravando o DVD


Clique em Make DVD (1) e em Burn (2) na janela que aparecerá. Clique em Avançar.


Na próxima janela selecione Current Project (1) e Browse (2) pra escolher onde você quer que os arquivos gerados durante a gravação sejam colocados. Indico criar uma pasta só pra isso, pra depois ficar fácil de deletá-los. Clique em Avançar.


Essa janela vai apenas dar algumas informações sobre o que será reencodado e se algo está fora da área segura do DVD. Pode clicar em avançar sem dar muita atenção.


Nessa próxima tela o programa vai checar se alguma legenda está ultrapassando o espaço destinado a legendas. Se tiver, anote o tempo da legenda como eu fiz no nosso caso, aperte Cancelar e ajeite a legenda diminuindo o comprimento dela. Depois de corrigir repita esse tópico 4.2 até esse ponto novamente.


Depois de corrigir as legendas, na tela seguinte, coloque um nome para o DVD em Volume Name (1) e escolha a velocidade de gravação em Speed (2). Escolha sempre a menos velocidade. Demora mais, mas fica melhor gravado.
Feito isso coloque um DVD virgem na bandeja do driver e clique em Concluir. Agora é só esperar o computador fazer os encodes necessários e gravar. O tempo de gravação varia de computador pra computador. Aqui a média é de 3 horas pra um filme de até 2 horas de duração.

Boa sorte tentando e qualquer dúvida deixe um comentário.

[Tutorial] Fazendo um DVD com Menu Interativo - Parte III

Passo 3 – Incrementando o DVD

Como eu disse no final da segunda parte do Tutorial, quem quiser gravar o DVD desse ponto já pode, basta pular pro passo 4. Aqui nesse passo vou ensinar a colocar opções que darão a interatividade do DVD. Como, por exemplo, seleção de cenas, de legendas e extras.

3.1 – Criando o Menu Configurações

Depois de ter criados os marcadores (1), como foi feito anteriormente, começaremos criando o Menu Configurações. Nele teremos as opções de escolha de áudio e legenda. No caso do filme que usei pro tutorial só temos um áudio, mas a partir da seleção de legendas dá pra entender o funcionamento e aplicar no caso de haver mais de um áudio.


O menu das configurações será um sub-menu do menu principal, portanto basta seguir as indicações da figura acima. Clique com o botão direito do mouse em Menu (2) e quando surgir as opções em Insert e escolha a Submenu (3).


Feito isso será criado um sub-menu e surgirá um link pra ele no menu principal (1). Clique com o botão direito no link, selecione Button Style e escolha Image Only (2). Em seguida, no menu da direita, clique em Media e em Thumbnail Properties selecione a imagem (3).


Pronto, criamos o menu, agora vamos dar forma a ele. Clique em Menu 2 (1) que deve ter aparecido na árvore da esquerda quando você criou o sub-menu, para entrar no menu de configurações. Dentro do menu vamos escolher o fundo. Clique em Background Media (2) e em Vídeo clique em Replace... pra escolher a imagem que será o plano de fundo do nosso menu.


Escolhida a imagem vamos colocar os botões que servirão para escolher as legendas e os áudios. No nosso caso, temos apenas um áudio, portanto não precisamos criar um botão para ele, mas temos duas opções de legendas – português e sem legendas – portanto teremos que criar 2 botões. Pra criá-los, clique em Insert (1) e selecione Empty Button (2).


Feito isso deve aparecer um botão na tela (1). Utilizando os passos descritos anteriormente selecione a imagem pro botão. Como selecionamos um Empty Button, ele a princípio não faz nada, por isso você deve configurá-lo. Clique no botão (1) e depois em Action (2) em seguida selecione pra onde você quer ir quando apertar esse botão em Destination (3). Aqui eu escolhi a opção Menu, que é o menu principal. Portanto, quando eu selecionar a legenda o DVD vai automaticamente pro menu principal. Você pode escolher outros destinos como outro menu, diretamente pro filme ou ainda permanecer no próprio menu. Complementando, você pode escolher pra qual botão do destino escolhido você quer que o DVD vá. Pra isso basta escolher em Destination Button (4).Eu geralmente escolho o botão que inicia o filme, que foi a opção feita aqui.
Depois de escolhido o destino basta selecionar qual legenda será acionada por aquele botão. Pra isso basta lembrar da ordem em que você colocou as legendas quando colocou o filme no DVD, no caso de haver mais de uma legenda, ou simplesmente escolher 1 em Set Subtitle Track (5) caso haja a apenas uma legenda. Pra opção sem legenda ao invés de 1 selecione OFF.
Casa haja mais de um áudio siga os mesmos passos mudando apenas o último passo, onde ao invés de escolher o áudio em Set Subtitle Track você selecionará em Set Áudio Track.
Repita o processo para todos os botões que você colocou no menu.


Depois de configurado, selecione o botão que serve pra voltar pro menu anterior (1), escolha a imagem de sua preferência na caixa no canto inferior esquerdo (2) clique com o botão direito nela e escolha Replace Button (3). Você pode também escolher uma imagem a sua escolha clicando em Media no menu da direita e escolhendo a imagem em Frame Media (4).

3.2 – Criando o Menu Seleção de Cenas

Terminamos o Menu Configurações, vamos partir agora pro Menu Seleção de Cenas que na minha opinião é a parte mais maçante de se fazer.


Volte para o menu principal e clique com o botão direito no botão do filme (1) e selecione Insert Scene Selection Menu... Vai aparecer a opção de quantas cenas por página você quer que apareça. Escolha a opção que preferir, lembrando que muitas cenas agilizam o trabalho, mas ficam muito pequenas na tela.


Escolhido o número de cenas, selecione a primeira página do Menu de seleção de cenas que aparecerá na árvore da esquerda (1). Altere o fundo clicando em Background (2) e selecionando a imagem em Vídeo como feito anteriormente. Após isso altere a imagem dos botões de voltar e avanças páginas (3) exatamente como feito no menu configurações e depois aumente/diminua e mude os textos das cenas da maneira que achar melhor. Infelizmente não tem como automatizar (pelo menos não que eu saiba) o processo, então você terá que repetir isso pra todas as outras páginas do menu. Porém, há dicas que podem ser úteis, como, por exemplo, anotar as posições de cada cena no menu pra repeti-las nas outras páginas. Para isso clique na cena e no menu da direita clique em Tranformations. Lá vai ter todas as informações desde tamanho da imagem que está indicando a cena, até sua posição no menu. Existem outras, mas que pra quem esta aprendendo não são interessantes, pois podem confundir um pouco.


Outra coisa que pode ser feita é escolher a imagem da própria cena. Pra fazer essa escolha clique na cena (1), Clique em Media no menu da direita e em Start Time (2) escolha o tempo que você esta a imagem que você deseja. Ainda dá pra escolher se você quer que as cenas apareçam estáticas ou se mexendo. Pra isso clique em Style (3) e escolha entre Still (estático) e Animated (animado).

3.3 – Criando o Menu de Extras

Criado o Menu Seleção de Cenas, vamos criar um menu para os extras. No nosso DVD vamos ter de extras: comentários de áudio, trailer e uma entrevista.


O primeiro passo é criar um sub-menu que nem criamos pro Menu Configurações. Feito isso selecione a imagem de fundo clicando em Background (1) no menu a direita e selecionando a imagem em Vídeo (2). Feito isso vamos primeiro adicionar o trailer e a entrevista. Clique em no menu com o botão direito (3), selecione Insert e escolha Media... Repita o processo pros dois vídeos.


Posicione os vídeos (1) no menu e altere a imagem como já fizemos várias vezes. Depois disso coloque um Empty Button no menu que nem fizemos no Menu Configurações e altere sua imagem. Clique no Empty Button (2) e em Action (3). Agora modifique os destinos (4) que nem já feito no Menu Configurações e pra terminar escolha a faixa de áudio que representa os comentários em Set Áudio Track (5) – na foto a indicação está errada, mas pode confiar no que eu digo.

3.4 – Finalizando o DVD


Já colocamos o filme no DVD, criamos menus de Seleção de Cenas, Legendas e Extras, podemos agora gravar o DVD. Vamos só finalizar o Menu Principal agora.
Volte pro menu principal e clique em Background Media (1). Já escolhemos a imagem de fundo anteriormente, então podemos pular essa parte, mas podemos ainda escolher uma musica de fundo. Pra isso, ainda em Background Media clique em Áudio e selecione a musica de sua preferência.
Pra evitar que a musica acabe e fique sem tocar nada clique em End Action (2) e em Command escolhendo a opção Loop (3). Com isso ao terminar a música ela irá recomeçar.
Pronto, terminamos, vamos agora gravar o DVD.

Continua na Parte IV...

25 de jul de 2010

[Jogos/Nostalgia] Dos 8 aos 128-bits - Parte 3 (Nintendo 64)


Continuando a série com os vídeo games que moldaram meu caráter e me fizeram companhia por longas horas, vamos passar para o Nintendo 64 o vídeo game que eu menos gostei de ter tido e que tive por menos tempo.

Me arrependo bastante de ter tido o Nintendo 64. Não por ele ser um console ruim, mas sim por eu achar o antecessor dele, o Super Nintendo, muito melhor e com jogos muito mais legais. Apesar disso, tenho que admitir que o Nintendo 64 teve jogos memoráveis como GoldenEye 007, The Legend of Zelda: Ocarina of Time, F-Zero X (que consegue ser muito melhor que o do Super), Top Gear Rally e a lista pode seguir por um bom tempo.


Infelizmente eu tive o azar de sempre ter jogos ruins e que eu na verdade não queria. Aqui em casa, quando pequeno, o esquema de ganhar jogo era apenas nos aniversários, dia das crianças ou natal e mesmo assim tinha que ser muito insistente e provar por A mais B que era necessário, porque o fato de eu ter um jogo, para os meus pais, eximia toda a necessidade de um segundo jogo.

Outro fato que me fez começar o Nintendo 64 com o pé esquerdo foi logo a compra dele. Ganhei o meu em 98, na época da Copa do Mundo da França, e a Nintendo tava com uma caixa especial que além do vídeo game e de um controle dourado você ganhava o jogo International Superstar Soccer 98, que é o melhor jogo de futebol do 64 só perdendo o cargo de melhor jogo de futebol anos depois pra série Winning Eleven já no Playstation. Pois bem, eu queria esse, minha mãe comprou o normal que não vinha com jogo. Ou seja, passei um bom tempo jogando apenas jogos alugados por não ter um jogo porque minha mãe quis economizar 50 reais, o que era menos que um jogo na época.


Meu primeiro jogo só foi adquirido meses depois e também não um jogo que eu queria. Eu queria o jogo Quest 64, que por sinal parece ser bem fraco também, e acabei comprando Mystical Ninja: Starring Goemon porque dentre as opções da loja era a menos pior. Esse, por sinal, é um problema de se comprar jogos em épocas de festa porque você só encontra as sobras de jogos.

Pois bem, mesmo não sendo o jogo que eu queria ele era até razoável e me rendeu várias horas de diversão. Depois dele tive ainda o pior jogo da série Mortal Kombat, o famigerado Mythologies: Sub-Zero e pra terminar minha lista de jogos tive Donkey Kong 64 que nem de longe é tão bom quanto os Donkey Kongs do Super Nintendo.


O bom do Nintendo 64 é que não precisei ter muitos jogos, porque no meu prédio tinha umas 5 pessoas que tinham ele, então emprestávamos os jogos uns para os outros e conseguíamos jogar vários deles. Por isso que digo que o Nintendo 64 foi um vídeo game bonzinho, mas que eu não tive tanto prazer em ter. É tanto que logo eu troquei por um Playstation 1.

Continua...

24 de jul de 2010

[Conto] O Término


Eu a conheci por acaso. Um dia ela simplesmente me adicionou no MSN e puxou assunto. Não me pergunte como ela o descobriu, porque nem eu que era o mais interessado fiquei sabendo. Nas próprias palavras dela tempos depois me disse que tinha sido o destino, mas não tenho tanta certeza disso. Eu boçal e antipático forcei a simpatia com aquela estranha que tentava me convencer que os clássicos eram melhores que os filmes de terror tosco que eu tanto gostava.

Achei que seria apenas mais uma dessas conversas que se tem com alguém que te adiciona e depois, a única outra vez que troca algumas palavras é quando ela vem perguntar quem é você, e você faz de tudo pra ser simpático e tentar explicar quem é. Bem, eu não tenho essa capacidade de simpatia, simplesmente digo que ela que me adicionou. Porque qual o propósito de você adicionar alguém se você depois não vai mais lembrar quem ela é?

Mas com ela foi diferente, durante as semanas seguintes ela vinha diariamente puxar assunto. Eu até tentei evitar o contato entrando offline, mas mesmo eu sendo boçal e antipático tenho que admitir que ela foi me cativando e o tempo que eu passava offline pra fugir dela foi diminuindo.

A cada conversa ela me mostrava uma faceta desconhecida e a cada uma ia me conquistando mais e mais. Ela me cativou tanto que me conquistou por completo e eu me apaixonei. Foi aí que começou minha desgraça.

Aviso logo que não acontecerá nenhuma tragédia, isso, dependendo do seu ponto de vista. Pra mim o que aconteceu e que levou ao fim do nosso relacionamento foi uma tragédia. Pra ela foi uma infantilidade da minha parte, mas nada me fará aceitar aquilo.

Ah! Esqueci de comentar que ela morava a 600.000 metros de distância ou pra quem não gosta de números grandes, como ela, 2 estados acima do meu. Admito que a distância nunca foi um problema muito grande, porque nos falávamos quase todos os dias e quando nos víamos ao vivo o saber que logo íamos nos separar fazia com que aproveitássemos cada segundo juntos.

Passamos três anos nisso e nem de longe foi o principal motivo de tudo ter acabado. Está certo também que já vínhamos tendo nossos problemas, mas também não foram eles que causaram a separação. E vou provar como eu não estou sendo injusto com ela.

Como já disse ela é uma pessoa encantadora. Mas da mesma forma que ela era encantadora comigo ela era encantadora pras outras pessoas com quem ela conversava. Não digo com isso que ela era infiel para comigo. Digo apenas que conversar com ela era o mesmo que se tornar um grande fã dela ou na pior das hipóteses se apaixonar perdidamente por ela, como foi o meu caso.

Mesmo tendo vários defeitos, dos quais eu já indiquei alguns aqui, nunca criei caso com isso. A conheci assim e me apaixonei por ela já sabendo disso, então nunca tentei mudar isso nela. E olhe que nunca foi fácil porque de tempos em tempos eu tinha que segurar a barra dela triste e chorando pelos cantos, porque um “amigo” dela não queria ser apenas amigo e isso acabava com a amizade deles. Não sou santo, intimamente achava era bom pra ela aprender que ser encantadoramente cativante não é uma dádiva e sim um infortúnio. Mas eu era um bom namorado e guardava esses sentimentos só para mim.

Ainda havia os problemas inerentes a se namorar uma garota, como por exemplo, esperar por no mínimo duas horas ela se arrumar, nem que seja pra ir comprar pão na padaria, coisa que você facilmente faz de bermuda e chinelo, sendo a camiseta opcional. TPM e todo a crise mundial que parece se instalar quando a menstruação resolve dar as caras.

Sem falar em responder perguntas simples como, por exemplo, se ela esta gorda ou feia. Porque essas perguntas são típicas pegadinhas femininas, uma vez que não existe resposta apropriada. Responder “sim” é claramente uma insensatez já que elas nunca vão querer ouvir isso. Mas responder “não” também gerará uma fúria insana e descontrole motor e oral, pois um “não” rápido demais indicará uma resposta automática, e um “não” demorado demais indicará que você parou pra pensar na questão, e se você pensou o “sim” passou pela sua cabeça. Então a única opção é encontrar o tempo exato pra se dizer “não”, porém até hoje não se tem conhecimento de nenhum homem que tenha conseguido calcular esse tempo exato. Acredito até que ele deveria fazer parte daquelas hipóteses matemáticas que existe há séculos e ninguém consegue provar. Meu chute é 1.256 segundos.

Mas esses “problemas” femininos não são considerados verdadeiros problemas são apenas as letras miúdas que você sabe que estão lá, mas não liga de olhar quando assina um contrato.

Poderia gastar várias outras linhas indicando problemas dela, assim como ela poderia facilmente escrever um livro com os meus, mas vamos nos ater a esses. Apesar de tudo isso sempre a amei. Sim, eu a amava. Mesmo isso sendo algo estranho de se dizer hoje em dia. E sempre a respeitei, sempre fui compreensivo e generoso. Sempre abri a porta do carro, até café na cama levei. Mas apesar de tudo isso ela me apunhalou nas costas e aquilo eu não pude perdoar.

Eu seria capaz de perdoar tudo, até ela ter me traído com algum daqueles amigos que queriam ser mais do que amigos dela, mas isso eu não pude, nem posso perdoar. Mas uma coisa eu não posso negar. Ela sempre me deu dicas. Assim como eu já dei dicas do que aconteceu pra vocês também.

Sempre que pedia pra ela calcular alguma coisa ela dizia que era de Humanas e que era melhor eu calcular já que sou de Exatas. Cansei de contas as vezes em que ela recebeu o troco errado. Cansei de somar as contas dela. Sempre achei que ela fosse desligada, até mesmo burrinha, mas não, a coisa era pior, muito pior, ela não sabia contar. E eu podia aceitar tudo, menos que a mulher da minha vida não soubesse contar.